segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A magia da música!!

FILIPA ALVES
Associada da ADLEI

Li na revista Além Mar, um artigo sobre a Orquestra Sinfónica de África, a única em todo o continente, residente na República do Congo. Vi no Youtube, um filme dessa orquestra. Que sorte! A energia dos músicos e a sua motivação são um exemplo, uma inspiração, uma lufada de ar fresco e ânimo para a vida. As dificuldades, nem as vou enumerar, deixo à imaginação do leitor. Também não vou enumerar as diversas situações em que estamos muito melhor que outros. Não serve. Não satisfaz. Lanço antes um desafio: deixemo-nos levar pela magia da música! Nós precisamos dela para a vida quotidiana. E a vida quotidiana é essencial para sustentar a música. Nesta região, possuímos um património musical invejável, um conjunto de associações e escolas, desde os Ranchos Folclóricos às Bandas Filarmónicas que trabalham há muitos anos e contribuem todos os dias para essa magia. Porque não experimentar? Não sabemos? Os que começaram também não sabiam antes de começar… se assim fosse, nunca aprenderíamos a andar! Qual escolher? O que estiver mais à mão! Estas associações, algumas até passaram a ser escolas, mas têm na sua génese algo que agora é tão necessário: Viver com pouco, com a certeza porém de que em conjunto a Magia acontece! E a magia não se explica, não se vê e não se conta, mas alimenta e sustenta a vida!

In Diário de Leiria,  19 de Novembro de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Proposta para mais informação e participação dos cidadãos nas Assembleias e Consultas Públicas no Poder Local

Proposta da Direcção da ADLEI

A Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) considera que o desenvolvimento local, regional, e até nacional, se relaciona, entre muitos fatores, com envolvimento e participação cívica dos cidadãos na vida cívica e política do espaço geográfico onde vivem e desenvolvem atividades económico-sociais.
Temos a consciência de que a participação cívica política – independentemente dos partidos em causa - nos vários órgãos associados ao poder local, por parte dos cidadãos, está longe de ser ótima. A participação política, nos assuntos mais diretos e próximos dos cidadãos, enquanto munícipes, é essencial para o desejado nível de informação que pode levar a uma nova empatia e realizações sociais. Só com comunidades envolvidas nos assuntos locais e regionais podemos congregar esforços coletivos em prol do interesse comum.
Apesar das razões para os baixos níveis de participação em assembleias de freguesia, assembleias municipais, atos de consulta pública e outros serem muito variadas, com responsabilidades partilhadas, consideramos que as Juntas de Freguesia e Municípios poderão fazer mais para incutir nos cidadãos o hábito da participação e intervenção cívica política. Para isso, muitas vezes, basta informar mais. Muitos cidadãos desconhecem os seus direitos e oportunidades de participação. Comprova-se que os editais, afixados nos espaços habituais, do modo tradicional, estão longe de se adaptarem ao modo como a informação flui nos dias de hoje, cada vez mais direcionada para as tecnologias da informação e comunicação, nomeadamente para o uso de computadores e Internet.
Assim, a Direção da ADLEI, sugere que possam ser criadas newsletters, pelos vários municípios da região. Cada munícipe, através dessa nova opção, poder-se-ia registar online e passar a receber no seu correio eletrónico as datas, locais e ordens de trabalhos de cada assembleia - municipais e de freguesia. Em simultâneo com esta opção, recomendamos que na página de cada município, perto do formulário onde se poderia submeter a newsletter, constasse informação sobre os direitos e modos disponíveis para que os cidadãos possam participar ativamente em cada um dos atos públicos, tal as ligações para os vários resumos e atas das anteriores sessões de assembleia.
As propostas em causa podem ser de fácil implementação e, com as devidas alterações e adaptações para a realidade de cada município, contribuírem para o desenvolvimento e aprofundar da cidadania participativa. Desse modo, o próprio poder local poderá aproximar-se mais dos seus fregueses e munícipes.
Esperamos que esta nossa sugestão possa ser considerada também como um contributo cívico para o desenvolvimento da própria cidadania participativa ativa, essencial para o desenvolvimento da própria democracia e suas práticas na região.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tertúlia sobre Ciência em Portugal

Em mais uma tertúlia Olhares, realizada na Livraria Arquivo, com parceria também da ADLEI, do IPL e do Jornal de Leiria, falou-se de ciência em Portugal, tendo como convidado principal o Doutor Carlos Fiolhais, autor do livro “A Ciência em Portugal”, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS).

A tertúlia dividiu-se em três partes. Na primeira foi feita uma intervenção do Doutor Nuno Mangas, que, enquanto Presidente do IPL, referiu o papel do IPL ao nível do desenvolvimento e da investigação científica na região. A segunda parte foi dedicada ao livro e obra de Carlos Fiolhais. A terceira consistiu no debate, com sequências de perguntas e respostas entre o orador e o público presente. A sessão foi moderada pelo Doutor Luís Távora, Diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria.


Se seguida divulgamos, em tópicos, a síntese resumida do que foi tratado na sessão em causa.

1ª Parte: Doutor Nuno Mangas – Presidente do IPL
• Os politécnicos nunca foram devidamente financiados para fazer investigação, nomeadamente da FCT.
• O IPL tem um gabinete de apoio a pequenos projetos de investigação e desenvolvimento, mais direcionados para as PME.
• Há ainda muito trabalho a fazer na aproximação ao mundo empresarial.
• Tem de haver um trabalho desde muito cedo junto das crianças para as fazer aproximar da ciência.
• A investigação do IPL tem de ser algo mais direcionado para o desenvolvimento, ligado diretamente às empresas.
• A impossibilidade do IPL dar doutoramentos condiciona muito a ação e investigação na instituição. Existe a necessidade de ter doutoramentos em áreas que se relacionem diretamente com o mundo empresarial.
• O IPL tem muitos projetos de milhares de euros em curso relacionados com investigação e desenvolvimento, sendo a tendência para um contínuo crescimento.
• O IPL não foi apoiado na qualificação do seu corpo docente mas mesmo assim tem feito grandes melhorias nesse sentido, com uma grande percentagem do corpo docente com doutoramento ou em fase final de conclusão.

2ª Parte: Doutor Carlos Fiolhais – Cientista e autor de “Ciência em Portugal”
• O país e o IPL mudaram muito nos últimos anos. Apesar da crise decorreu um progresso imenso de desenvolvimento.
• Há 30 anos grande parte dos doutoramentos faziam-se no estrangeiro, “não se tratava a ciência por tu mas por você, era algo distante da realidade do dia-a-dia”.
• O número de doutores em Portugal multiplicou-se por 10 e os artigos por 20.
• Ainda são muito evidentes as influências do atraso do país e disso com direta relação com o analfabetismo do início do século xx.
• O atual desenvolvimento e efeitos do crescimento da ciência em Portugal só se vai sentir daqui a uns anos.
• Hoje a riqueza vem da inovação e desenvolvimento da ciência. “Em Portugal apanhamos o comboio há poucos anos”.
• “No cérebro humano nunca há crise”. Portugal está em muito melhor posição do que já esteve. Mas o investimento em ciência só foi possível devido aos fundos europeus. Por mais crise que tenhamos nunca deveremos desistir da educação e ciência para o desenvolvimento.
• O ensino superior cresceu de súbito e de um modo destruturado. “Há que casar melhor a ciência com o ensino superior”.
• Tem de se estudar e definir que tipo de ciência se devem os Politécnicos fazer. A tendência será sempre para temáticas mais práticas e ligadas às empresas.
• Existe uma dificuldade de ligação da ciência com as empresas. Formamos muitos doutores que não encontram trabalho nas universidades nem nas empresas. Isso leva depois à emigração e a perda de riqueza nacional.
• Nos países mais desenvolvidos a grande parte da investigação, cerca de 2/3, é feita diretamente para e nas empresas.
• O mundo não está a ficar mais pobre, algumas empresas crescem muito. Existe é cada vez mais assimetria.
• É imperativo melhorar laços no triângulo: empresas, pessoas, e ciência.
• Tem de haver o reforço da cultura científica. Há que compreender a ciência e os seus benefícios. Quem não sabe ciência não a estima. “Os cientistas são os enviados da humanidade às fronteiras do saber”, mas têm de dar noticias.

3ª Parte: respostas e reflexões de Carlos Fiolhais
• Tal como cresce a ciência crescem as suas antagónicas. Temos de se saber viver com essa contradição. A solução passa por a ciência ser mais pedagógica.
• Um entrave à contratação de colaboradores com grande formação para as empresas deve-se a vários fatores, um deles relaciona-se com a baixa forma dos empresários nacionais, que, em média, tem menores qualificações que os seus colaboradores.
• A rede das instituições científicas, apesar de existirem muitas entidades, não funciona em rede. Existe um grande problema de comunicação, e são muitas as barreiras que se levantam pelas próprias entidades, “existem muitas capelinhas”. Falta a confiança.
• Com a falta de dinheiro para o financiamento do sistema de investigação, será obrigatório um emagrecimento global. Deve haver uma profunda reflexão sobre essa reforma.
• Com Bolonha não houve melhoria evidente. Mudaram-se apenas os nomes, o resto manteve-se.
• O problema científico está muito mais nos primeiros níveis de ensino que nos últimos. É logo nas idades mais jovens que se deve despertar nas crianças o gosto pela ciência, e não tanto já nos últimos anos de ensino. O nosso problema hoje não é o analfabetismo mas mais as suas influências passadas, por exemplo a falta de cultura científica. Deveríamos introduzir a experimentação nos níveis mais inferiores do ensino.

A sessão acabou com período destinado ao autografar dos livros do autor convidado.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Democracia para totós


DIOGO GASPAR
Membro da Direção da ADLEI

«Eles trabalham todos os dias e nós, quando nos exigem um trabalho de quatro em quatro anos, faltamos». A afirmação é de Nilton, humorista português, na qualidade de participante no programa «Prós e contras», de 26-03-2012. Uns – mais distraídos – entendê-la-ão como uma tirada retórica, outros – os que vêm na abstenção uma forma de protesto – uma afirmação condescendente para com eles, os políticos. Certo estará que ela não deixa de expressar, com evidência, a imoral taxa de abstenção da nossa democracia, eminente chaga de cada ato eleitoral.

A abstenção eleitoral fere a legitimidade de decisões que exigiriam um amplo consenso popular. Abordar este problema é levantar a ponta de um véu (fácil de entender porque expresso pela estatística), das fraquezas da nossa democracia e, em especial, da falta de participação cívica.

Não duvidamos de que os cidadãos têm razões que bastem para desconfiarem das instituições e dos políticos, sobretudo numa altura em que, mercê da instabilidade financeira, periga a coesão social e se assistimos ao definhar da economia. Mas pior do que isso é verificar, no inventário das crises que atravessámos nas últimas décadas, que não aprendemos com os erros: ficamos com a sensação de que os sacrifícios que fazemos hoje não servirão para mudar o modelo de funcionamento do sistema: um interesse público funcionalizado por interesses materiais e uma democracia bloqueada por agendas de poder.

O país precisa de políticos determinados e de consensos alargados, não apenas para debelar crises, mas também para construir estratégias de desenvolvimento. Sem prejuízo de uma livre competição partidária, necessitamos de uma maior cooperação, firmado numa espécie de contrato social, nomeadamente no que toca à promoção da solidariedade intergeracional, evitando a exploração orçamental das gerações futuras. 

A democracia não se esgota nos partidos, mas a sua reciclagem é essencial. Permitimos-lhes que procedessem à sovietização do regime, fazendo do Parlamento o seu monopólio e da Administração Pública a sua coutada. Os partidos, enredados na malha das clientelas, têm de auscultar a sociedade civil e especializar-se na produção de ideias, fazendo do Parlamento não uma uma caixa-de-ressonância do Governo, mas antes o seu pulmão. 

Daqui a dois dias, quando escutarmos os discursos de comemoração sobre o 25 de Abril, deveríamos interrogar-nos sobre estes problemas. E evitar que eles continuem sem resposta. A bem da democracia (também) é esse o nosso papel.

in Diário de Leiria, 23 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Memorando da ADLEI para a Sra. Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território

Memorando apresentado e entregue em mão à Senhora Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território Prof. Dr.ª Assunção Cristas, aquando da sua visita a Leiria, no âmbito do Jantar-Conferência da NERLEI, Novos desafios para o setor agroalimentar


As prioridades abaixo listadas constituem algumas das áreas estratégicas que merecem a maior atenção da ADLEI e um alargado consenso por parte de entidades públicas e privadas da Região de Leiria, sendo consideradas de relevante importância para o desenvolvimento da Região de Leiria e o seu contributo para o País.


1 – TERRITÓRIO

Aspetos relevantes:

- Legislação aplicável nas áreas do ordenamento, planeamento, licenciamento, construção, é constituída por milhares de diplomas, em muitos casos contraditórios entre si, imprecisos na linguagem e nos conteúdos.

- Planeamento. Não existe a desejável integração de conhecimentos, de propostas, de gestão no terreno entre os vários níveis de intervenientes nem entre as diferentes figuras de planos.  

Propostas: 

- Proceder à compatibilização e síntese de todo o acervo legislativo aplicável, estabelecendo uma calendarização rigorosa e responsabilizante, com a participação das entidades públicas e privadas envolvidas.

- Proceder à efetiva coordenação de entidades públicas e privadas, na horizontal e na vertical, de figuras e de planos em elaboração ou já eficazes, por forma a garantir uma efetiva coordenação de objetivos e resultados, a favor da requalificação do território, do bom e cómodo desempenho das atividades, da qualidade de vida dos Cidadãos.


2 – AGRICULTURA

Aspetos relevantes:

- Produção. Existe grande potencial produtivo no sector agrícola da Região de Leiria, que foi vitimada por políticas e objetivos económicos e financeiros errados e causadores da gigantesca dependência e défice alimentar de Portugal.

- Distribuição e preço dos produtos agrícolas no produtor estão esmagados pelo capital financeiro que domina a distribuição até ao consumidor final. Os produtos portugueses sofrem uma concorrência desleal, em qualidade e preço, de produtos oriundos de outros continentes com condições laborais e sociais deploráveis, humanamente indignas.
  
Propostas:
 
- Definição participada de políticas incentivadoras da produção agrícola; tomar o Perímetro de rega do Vale do Liz como área estratégica e exemplar para a produção agrícola, retomando os projetos já existentes para aumento da produtividade destes campos do Liz. Promoção de uma nova Lei das Sesmarias adaptada aos condicionalismos presentes mas igualmente orientada para eliminar o abandono das terras e promover valor na produção agrícola.

- Assumir e exercer a regulação do sector agrícola, que apenas compete e é exigível à governação nacional, por forma a retribuir ao produtor o justo valor dos seus produtos na cadeia da distribuição até ao consumidor final. 

3 - AMBIENTE

Aspeto relevante:

- Suinicultura. O ineficiente tratamento dos efluentes desta atividade pecuária, constitui um grave problema para os solos, águas de superfície e não só, a qualidade do ar, que se torna irrespirável em vastas áreas da região, percetível, até quando se circula na rede rodoviária. Constitui um evidente constrangimento para os cidadãos e o turismo. Esta atividade pecuária possui grande interesse para a economia da Região e do País, deficitário também em carne de suíno e seus derivados.

Proposta:

Retomar projetos e políticas já definidas e dar-lhes execução, para completa resolução deste grave problema ambiental que afeta extensas áreas da região.

4 – MOBILIDADE REGIONAL, INTER-REGIONAL E INTERNACIONAL

Aspeto relevante:

- Acessibilidade nacional e internacional. A região de Leiria possui fortes fluxos anuais de passageiros, na ordem de alguns milhões. Se do ponto de vista rodoviário está bem servida, nas modalidades da ferrovia e do transporte aéreo poderia estar bem melhor e com grandes ganhos para a região e o País. 

Propostas:

- Linha do Oeste. Assumir a Linha do Oeste como importante e decisiva infraestrutura de transporte de mercadorias (a Região é fortemente exportadora e a ferrovia é rentável) e de passageiros. Requalificar a infraestrutura e o material circulante desta linha, que interessa uma rede urbana que vai de Lisboa a Torres Vedras, Caldas da Rainha, Leiria, Figueira da Foz, Coimbra. É um importante subsistema urbano com forte expressão económica e populacional à escala nacional.

- Aeroporto de Monte Real. Disponível para servir de plataforma aérea para o Oeste e Centro, capaz de servir milhões de passageiros. Implementação deste aeroporto também como infraestrutura civil.

O Presidente da Direção da ADLEI,
José Charters Monteiro
Leiria 12 de Abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cidadania e ambiente

CLÁUDIO DE JESUS
Membro da Direção da ADLEI

Há alguns anos atrás, numa apresentação para alunos universitários, exemplifiquei com recurso a três exemplos, inadequadas práticas de cidadania para com o meio ambiente.

E os três exemplos foram: cascas de tremoços e pevides, maço de cigarros amachucado e fralda descartável já usada – todos atirados para o chão ou pela janela do automóvel! A estes exemplos poderíamos somar diversos outros, desde o clássico cuspir para o chão, apertar violentamente a buzina do automóvel (a propósito, já alguém ouviu buzinar num país nórdico?) ou mesmo deixar o cocó do cão no meio do passeio.

Todos os leitores se recordarão de ter vivenciado pelo menos uma vez na vida este tipo de práticas que, infelizmente, não parecem ter mudado muito com o passar dos anos. Se assim não fosse, não continuaríamos a ter rios poluídos (e o exemplo do Lis é bem gritante), empresas a tentar contronar encargos com sistemas de protecção ambiental (evitando investimentos em estações de tratamento de águas residuais, filtros e despoeiradores e sistemas de atenuação de ruídos).

Em 2003, a empresa regional de tratamento de resíduos sólidos urbanos, em colaboração com as Escolas Secundárias da Marinha Grande e de Vieira de Leiria, organizou uma marcha pela natureza, apelando acima de tudo, à melhoria de comportamentos cívicos dos condutores e transeuntes da estrada nacional que liga Marinha Grande a Vieira de Leiria. Resultado dessa ação? 1500 quilos de resíduos recolhidos das bermas da estrada numa manhã de trabalho levado a cabo pelos voluntários (alunos e professores) das citadas escolas. Trabalho meritório sem dúvida, mas que de pouco vale se não formos capazes de incutir nos jovens de hoje, que serão adultos amanhã, valores consentâneos com a expressão “bons cidadãos ecológicos”

E como é que isso se consegue? Com muita sensibilização e educação, sobretudo da população em idade escolar, pois jovens com hábitos ambientalmente saudáveis são o garante de um país e de uma região com futuro, salvaguardando a qualidade ambiental dos locais onde terão de viver as próximas gerações. Pensemos nisto, verão que nada custa melhorarmos os nossos hábitos quotidianos em troca de um futuro mais são e equilibrado.

in Diário de Leiria, 9 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

Compromissos preliminares do 1º Fórum Leiria Região de Excelência

Do 1º Fórum Leiria Região de Excelência, que decorreu no dia 26 de Março de 2012 na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria - IPL, numa iniciativa da ADLEI, NERLEI, IPL e CMPL, registaram-se os seguintes compromissos preliminares:

PESSOAS
  • Aferir as razões pelas quais o abandono escolar é ainda uma preocupação na Região;
  • Capacitar a Região, os seus residentes e responsáveis políticos para uma ação concertada de lobbying;
    • Organizar um encontro entre Deputados eleitos e outros responsáveis políticos no sentido de reforçar o peso político e a defesa, a uma só voz, dos interesses da Região;
  • Qualificar em contexto de trabalho, possibilitando um contacto com o mundo do trabalho cada vez mais precocemente, envolvendo os primeiros anos de escolaridade;

TERRITÓRIO
  • Elaborar , em simultâneo, entre todos os Municípios a AGENDA XXI
  • Partilhar infra estruturas como por exemplo: os Crematórios
  • Transferir  mais competências para as Comunidades Intermunicipais

GOVERNANÇA
  • Agilizar e acelerar os processos de licenciamento
  • Projetar, prever e pagar, exigências fundamentais para problemas  com soluções diversificadas , mas que é necessário quantificar como por exemplo ; a linha do OESTE ( para que serve e quanto custa)
  • Potenciar as virtualidades do Observatório nomeadamente ( mas não só) o abandono escolar e a conclusão Ensino Secundário

ATIVIDADES
  1. Listar empresas que se podem internacionalizar;
  2. Aproximar e potenciar a ligação entre as Empresas, Institutos e Universidades tendo em vista os resultados;
  3. Concretizar uma agenda conjunta que promova  a capacidade estratégica da Região, nomeadamente o empreendedorismo e a atração de quadros qualificados;
  4. Potenciar sinergias entre o Instituto Politécnico de Leiria, as Autarquias e as Empresas;
  5. Divulgar o que se faz bem e procurar uma ligação mais íntima e mais pro ativa do IPL com a Comunidade;

EQUIPA
  • A equipa  responsável  pela execução e acompanhamento deste projeto, compromete-se a:
  • Promover a continuação destes espaços de reflexão  e a necessidade de organizar outro Fórum com uma periodicidade semestral( já contemplada no projeto)
  • Promover um debate sobre “  O Ensino Superior”
  • Propor formação sobre Empreendedorismo aos Professores do Ensino Básico
  • Organizar sessões sectoriais  sobre cada um destes eixos;