segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Que região, que participação, que desenvolvimento?

JOSÉ CHARTERS MONTEIRO
Presidente da ADLEI

A ADLEI tem desenvolvido ao longo de mais de duas décadas um papel de consciência cívica e colectiva; tem defendido a participação cívica como meio para o conhecimento dos problemas e para estabelecer objectivos comuns e úteis à população da Região de Leiria. Em parceria com o associativismo social, cultural e económico e com uma prática crítica, mas colaborante, junto da Administração Central, Descentralizada e Local, a ADLEI reafirma o propósito de um melhor desenvolvimento para a Região e a elevação das condições de vida dos seus cidadãos, com positivo reflexo para o País.

QUE REGIÃO?
A Região de Leiria, a área onde mais forte é a sua influência, engloba mas excede a histórica delimitação do distrito; abrangido pelas unidades territoriais NUTS/Centro – Pinhal Litoral e Oeste, é um território muito diferenciado, habitado por uma população experiente e com amplo espectro de actividades. Esta complementaridade de recursos e de aptidões explica o percurso do seu desenvolvimento e o sucesso das suas iniciativas.

QUE PARTICIPAÇÃO?
Participar na definição de estratégias e actuar no terreno com outras entidades públicas e privadas, com os cidadãos, está na génese da ADLEI, é o seu bilhete de identidade e o seu compromisso para com a Sociedade. Se por um lado se torna necessário uma operacionalidade que se estenda a toda a Região de Leiria, até pela dimensão crítica e quantitativa (pouco mais de meio milhão de habitantes), por outro é desejável que se estabeleçam fortes conexões entre todas as entidades da Região para que se rentabilizem competências já existentes, capazes de produzir uma governação esclarecida, partilhada e eficaz, que proporcione bons resultados para a Região e seus habitantes. Será este, também, o nosso melhor contributo para o País.

QUE DESENVOLVIMENTO?
A par de acções de iniciativa mais directa da ADLEI, como o Projecto Cidadania Activa, a Provedoria do Cidadão, o Projecto Agro-paisagem, debates e outros eventos, estão em curso importantes acções conjuntas participadas pela ADLEI e de que se destaca a Plataforma Linha do Oeste e Leiria Região de Excelência. Esta, é uma iniciativa conjunta com o NERLEI, o CIMPL, o IPL, tendo por objectivo contribuir para a qualificação da Região de Leiria, assumindo-se a excelência como uma prática de melhoria contínua nos diferentes níveis: cultural, social, administrativo (público e privado), económico, científico, político. O Fórum Leiria, Região de Excelência é um espaço de debate, de reflexão, veículo privilegiado para conhecimentos e correntes de opinião, para a intervenção na Região, identificando prioridades, soluções e a concretização da melhoria da Região e da qualidade de vida. Participação cívica e criação de confiança entre os agentes – Administração pública, empresas, associações de sector e cívicas, cidadãos – convergem num único e comum objectivo: a excelência da Região de Leiria. Participação, coordenação, plena utilização dos recursos humanos e profissionais, irão permitir dar resposta ao objectivo prioritário: criar riqueza num ambiente de consistência territorial e social.

in Diário de Leiria, 13 de Fevereiro de 2011

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ADLEI elege novos órgãos sociais

No passado dia 6 de Fevereiro '12 foram eleitos em Assembleia-Geral os novos corpos sociais da ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria, sendo a Direcção presidida por José Charters Monteiro,a Assembleia por Anabela Graça e a Comissão Revisora de Contas por José Carreira.

Tendo como objectivo para o biénio 2012-2014 o reforço da participação cívica, baseada no conhecimento da região, dos seus recursos potencialidades, serão áreas de intervenção da ADLEI a economia, a educação, o ambiente (e especificamente o ordenamento do território e a estrutura urbana da região)  e a sociedade, demografia e sustentabilidade.

Estrategicamente, à ADLEI caberá estabelecer, no imediato horizonte territorial e administrativo, uma rede de forte interacção com os intervenientes e entidades presentes e actuantes na região de Leiria. Participação e diálogo serão determinantes para estabelecer novas hipóteses de desenvolvimento da região, definir-lhe os contornos e o seu posicionamento no espaço nacional e europeu.

Direcção: José Charters Monteiro (presidente), Ana Narciso, António Marques da Cruz, Cláudio Jesus, Diogo Gaspar, Elisabeth Guerra, Luís Perfeito, Micael Sousa, Rosário Neves

Assembleia-Geral: Anabela Graça (presidente), José Augusto Esteves, Anabela Frazão

Comissão Revisora de Contas: José Carreira, Filipa Alves, Francisco Vieira

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eng.º José Ribeiro Vieira - um homem de coragem

TOMÁS OLIVEIRA DIAS
Ex-Presidente da ADLEI 

Causou grande emoção entre nós a morte do Engº Ribeiro Vieira. A Comunicação Social, a par de muitas figuras nacionais e locais, assim como colaboradores e amigos, expressaram publicamente o seu desgosto prestando-lhe sincera homenagem. Alguns poderão pensar que está tudo dito a seu propósito. Não sou dessa opinião. Julgo que a sua vida e o seu exemplo merecem uma reflexão mais profunda nas suas várias facetas.

Vêm-me à memória as suas «crónicas sem título», que marcam de forma indelével a sua fase final de maturidade plena e de sabedoria. Leitor assíduo dessas crónicas, recordo em especial a que dedicou a Leonel Costa, falecido pouco tempo antes. Podemos imaginar com que emoção o terá feito, companheiros na vida e, agora, na morte. Essa presumível emoção, porém, não transparece do seu texto escrito com serenidade e traçando objectivamente o perfil de quem com ele tinha muitas afinidades e que agora o precedia.

É que Ribeiro Vieira foi sempre um homem de coragem e de serenidade nos vários campos da sua actividade. Podia não estar de acordo, manifestando a sua opinião, mas sempre sem perder o «fair play». Pautou a sua vida pela defesa da aldeia que o viu nascer, da cidade onde exerceu a sua actividade, da região onde estava inserido, do país que sempre trazia no coração.

Como empresário abalançou-se com sucesso a muitos empreendimentos que impulsionava de perto, sem virar a cara aos riscos que teve de correr. Como político, defendeu sempre a democracia com papel activo como militar na revolução Agiu sempre de harmonia com as suas ideias sem se vincular a qualquer força partidária, embora defendendo os partidos. Agiu como independente conforme as suas convicções e aquilo que considerava serem os interesses nacionais e locais. Nunca cedeu a pressões. Era um homem de coragem.

Nos domínios da comunicação social, abalançou-se ao lançamento de um novo jornal, que, na época, muitos julgaram votado ao insucesso e, afinal, tem sido um grande factor de progresso cultural e de desenvolvimento da nossa região. Também aqui foi um homem de coragem.

Nos domínios do associativismo, como presidente do Nerlei, teve papel muito importante na defesa da actividade empresarial do concelho e do distrito,  lançando múltiplas iniciativas, estabelecendo contactos e organizando reuniões,  com altos responsáveis. 

Nos domínios do associativismo cívico, foi um dos fundadores da ADLEI, que apoiou activamente, facultando-lhe as primeiras sedes e intervindo em muitas das suas realizações. Recordo também a sua actividade como presidente da ADLEI e os esforços que desenvolveu no sentido de Leiria ser considerada uma Região de Excelência. Também em matérias de desenvolvimento regional e social foi um homem de coragem.

Por tudo isto e pelo o que ficou por dizer a nossa gratidão. Espero que o seu exemplo perdure e sirva de referência às novas gerações.

in Diário de Leiria, 30 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Falecimento do Sr. Eng.º José Ribeiro Vieira - Presidente da Assembleia Geral da ADLEI


É com profunda tristeza que a Direcção da ADLEI comunica o falecimento do Engenheiro José Ribeiro Vieira, insigne cidadão de Leiria e do Mundo, seu co-fundador, presidente da ADLEI em 2008/2009 e actual presidente da Assembleia Geral. Um exemplo de cidadania, empreendedorismo e de dedicação à sua região. 

Perdemos um amigo.

“Morre(u) uma parte de nós”.


A Direcção da ADLEI,

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Convite «Educação Superior e Desenvolvimento - Um Estudo Prospectivo do Ensino Superior em Portugal»

A ADLEI divulga a apresentação do livro do seu associado, Professor Luciano de Almeida, intitulado Educação Superior e Desenvolvimento - Um Estudo Prospectivo do Ensino Superior em Portugal.

O autor propõe uma reorganização da rede de estabelecimentos de ensino superior, como forma de responder a um acréscimo significativo da procura do ensino superior e da formação ao longo da vida.

A apresentação está a cargo do também associado da ADLEI, Professor Carlos André, e terá lugar na Arquivo Livraria, em Leiria, pelas 19h do próximo dia 20 de janeiro.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cidadania activa

GRAÇA SAMPAIO
Associada da ADLEI

Cidadania tem a ver com os outros. E nós estamos cada vez mais centrados em nós próprios. Temos – aqueles que têm – a nossa casa, os nossos equipamentos, o nosso carro, o nosso emprego, a nossa família e pensamos que tudo isto nos basta para sermos cidadãos felizes. E, de facto, assim parece. O pior acontece quando uma ou outra destas componentes falha e nos começamos a sentir sozinhos, incompletos, infelizes.

Muitas vezes, só quando nos acontece um percalço na vida nos apercebemos que não existimos só nós e há que lançar mão do que os outros tenham para nos oferecer – e têm muito!

Muitas horas se gastam nas escolas (e que agora se perderão mercê da última operação cirúrgica realizada nos currículos) a educar as crianças e os jovens para a cidadania, que mais não é que prepará-los para uma vida de convivência democrática no cumprimento de todos os direitos humanos sempre indissoluvelmente aliados a determinados deveres que concorrem de igual modo para essa convivência. O sentido do dever para com o próximo, para com os membros da família, da comunidade, do país, é das facetas da cidadania que a escola teima em inculcar nos alunos desde as idades mais verdes.

Assim, tem-se preparado os jovens para o exercício de uma cidadania ativa levando-os a realizar atividades que em tempos nada tinham a ver com a escola e que são, por exemplo, trabalhos de voluntariado, de visita a lares de idosos, convívio real com crianças e jovens diferentes, de organização de pequenos bancos alimentares, de visitas a hospitais, no intuito de que amanhã consigam ser verdadeiros cidadãos ativos.

Muitos deles, porém, mercê da sua educação de base e das vivências a que estão sujeitos nos ambientes muitas vezes degradados, ou apenas de verdadeiro egoísmo, em que se movem, dificilmente conseguem absorver aqueles ensinamentos e aí temos adultos, como muitos de nós conhecemos bem, capazes de desrespeitar os idosos e as crianças, dominar pelo medo as pessoas mais frágeis exercendo sobre elas violência. A violência doméstica e o abuso de crianças a que se assiste, incompreensivelmente, cada vez mais, são dos maiores flagelos e das maiores vergonhas a que assistimos – quantas vezes sem nada fazer ou dizer – dentro de uma conjuntura histórico-geográfico-social que tem – ou deveria ter – todos as ferramentas para, senão evitá-las, pelo menos combatê-las.

E, como comecei, termino: a Cidadania tem a ver com os outros, mas lembremo-nos que, muitas vezes, os outros podemos ser nós.

in Diário de Leiria, 16 de janeiro de 2012