sábado, 3 de dezembro de 2011

Prémio Villa Portela

COMUNICADO

Com a finalidade de desenvolver o gosto pela investigação no âmbito da História e do Património da Região de Leiria, à qual se junta o concelho de Ourém, que são da mais elevada importância para a cultura nacional, Ricardo Charters d’ Azevedo e a Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) instituíram o Prémio “Villa Portela”, em parceria com a Câmara Municipal de Leiria, o Instituto Politécnico de Leiria e a editora Gradiva.
A primeira edição realizou-se durante o ano de 2011 e apresentaram-se a concurso vários trabalhos. Foi premiado o trabalho com o título - “Leiria: A evolução do espaço urbano da cidade moderna (1926-1974)”, incidindo sobre a história urbana e arquitectónica de Leiria sobretudo para aquele período do século XX.
O autor do trabalho vencedor, que utilizou o pseudónimo “Urbanae”, Joel da Costa Correia, nasceu em Leiria, tem 25 anos, reside em Reixida, na freguesia de Cortes e completou o ensino secundário nesta cidade, ingressando em 2004 no curso de Mestrado Integrado em Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
O júri do concurso considerou que “… a obra reveste um evidente carácter inovador e contribui para acrescentar conhecimento inédito e motivar novos estudos tanto no âmbito da história local leiriense, como ao nível nacional.”
O júri congratulou-se com a qualidade de todos os trabalhos apresentados propondo para todos a atribuição de menções honrosas.
O Prémio com o valor de dois mil euros será entregue numa sessão pública, no dia 16 de Dezembro, pelas 18h, no auditório do Centro Associativo de Leiria. 


A Direcção da ADLEI, 
Leiria, 2 de Dezembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tertúlia «Responsabilidade social organizacional: experiências na região»


No âmbito do ciclo de tertúlias Diálogos com a Região, a Nerlei recebe no próximo dia 28 de Novembro, pelas 18h00, a tertúlia Responsabilidade social organizacional: experiências na região.

No âmbito do projecto de investigação-acção Responsabilidade Social das Organizações: ADN da estratégia empresarial, promovido pelo CIGS (Centro de Investigação em Gestão para a Sustentabilidade) do Instituto Politécnico de Leiria, foi criado, em Outubro de 2010, um grupo-piloto de empresas da região com dimensões diferentes e oriundas de sectores de actividade distintos. 

Nesta tertúlia, responsáveis da ínCentea – Tecnologias de Gestão, S.A., do Centro Hospitalar de S. Francisco, da Simlis – Saneamento Integrado do Lis, S.A., e da Veolia – Águas de Ourém, que participaram no projecto, partilharão as suas experiências de responsabilidade social, num debate conduzido por Sandra Lemos, do CIGS/IPLeiria.

Este ciclo de tertúlias é desenvolvido no âmbito do projecto Leiria, Região de Excelência, assumindo-se como um espaço de reflexão sobre a região, no qual, as ideias apresentadas pelos convidados e por todos os presentes contribuem para o surgimento de sugestões concretas para a qualificação da região.

 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Academia Portuguesa de História distingue livro sobre o portal do Mosteiro da Batalha

O Prémio Fundação Calouste Gulbenkian - História da Europa acaba de ser atribuído pela Academia Portuguesa de História ao livro bilingue O Portal de Santa Maria da Vitória da Batalha e a arte europeia do seu tempo, da autoria do Professor Jean-Marie Guillouët e edição da Textiverso, de Leiria. O livro é o primeiro volume da Colecção Portugalia Sacra, dirigida pelo Prof. Doutor Saul António Gomes. 
 
O portal principal do mosteiro dominicano da Batalha constituiu, durante muito tempo, um enigma no panorama monumental português do fim da Idade Média. Marcando uma ruptura no desenvolvimento artístico do reino lusitano, os historiadores não conseguiam atribuir-lhe uma fonte segura. Só mais tarde seria possível reconstituir a influência de várias oficinas de escultores de formação − se não de origem − normanda ou picarda, que terão estado em contacto com os trabalhos franceses mais ilustres do fim do século XIV e, depois, continuado activos na Catalunha e no Levante peninsular, na primeira década do século seguinte, antes de trabalharem, no segundo quartel do século XV, no portal da Batalha.

Foi à reconstituição desse percurso que Jean-Marie Guillouët, professor da Universidade de Paris IV (Sorbonne), a realizar um pós-doutoramento na Universidade de Coimbra, se dedicou de forma aturada, num estudo pioneiro que estabelece indubitavelmente um novo patamar, e alto, no conhecimento da iconografia do Mosteiro da Batalha.

A cerimónia de entrega do prémio ocorrerá no próximo dia 7 de Dezembro, pelas 15h00, na Academia Portuguesa da História, em Lisboa.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O TURISMO E A REGIÃO - ao encontro de novas respostas

ANABELA GRAÇA
Presidente da ADLEI 
 
No âmbito do projeto LEIRIA REGIÃO DE EXCELÊNCIA, a NERLEI, a Associação para o Desenvolvimento de Leiria, a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral e o Instituto Politécnico de Leiria, estão a promover o ciclo de tertúlias "Diálogos com a Região". O objetivo destas tertúlias é refletir sobre a região, em que as ideias apresentadas pelos presentes, com as suas interrogações e as suas convicções, possam contribuir para o surgimento de medidas concretas, promovendo um novo olhar e uma nova forma de sentir este nosso território. No dia 27 de setembro debateu-se o tema do turismo, refletindo sobre o futuro do turismo regional, face à situação de crise financeira da Entidade Regional de Turismo (ERT) Leiria/Fátima e às crescentes dificuldades que têm vindo a enfrentar para cumprir as suas funções de defesa e promoção do turismo da nossa região. 

A marca Leiria/Fátima é uma realidade afirmada ao longo dos anos, uma vez que o território tem um enorme potencial ao nível do património histórico/cultural, natural e do turismo religioso, âncoras suficientes para o sucesso do turismo regional. 

Foram identificados, como fragilidades da ETR Leiria/Fátima, os problemas do desconhecimento e integração com a estratégia nacional de turismo, as dificuldades em articular o local com o regional e o nacional, a necessidade de mais autonomia financeira, a necessidade de se encontrarem motivos que justifiquem a permanência por mais tempo dos turistas na região, bem como o pecado do “individualismo excessivo” dos vários agentes e a postura do “salve-se quem puder”.

Concluiu-se que é urgente: vontade política para se conseguir repensar o modelo institucional das regiões de turismo, no domínio das competências e do financiamento; traçar uma estratégia regional com a valorização do “produto cultural”; congregar esforços para melhorar a promoção da região; articular as vertentes empresarial e académica; melhorar a comunicação entre os diferentes atores.
É fundamental dar escala à região, ter massa crítica, integrar novos destinos turísticos e criar uma identidade, reforçando a sua visibilidade e  atratividade, projetando a sua imagem. 

Enquanto os agentes regionais não conceberem e planearem uma estratégia eficaz e virada para o futuro, num ambiente de consenso que integre todos os interesses locais, não sairemos deste impasse.

in Diário de Leiria, 7 de Novembro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Turismo na região: miragem ou realidade

JOÃO MORGADO
Associado da ADLEI

O título desta crónica foi também o tema de um debate que organizei há 3 anos, num tempo em que o cronista ocasional que hoje vos escreve (se o barrete cabe aos políticos também caberá aos cronistas) era ainda um imberbe. Na altura estava na calha a reforma das regiões de turismo, pelo que em conjunto com dois colegas organizei um debate com o Presidente da Região de Turismo Leiria/Fátima, na altura Miguel Sousinha, o Presidente da Câmara Municipal da Nazaré ainda em funções e o criador de marcas Carlos Coelho, como culminar de um trabalho escolar sobre turismo na região de Leiria.

Desse debate depreendi algumas ideias bastante claras: se por um lado sempre entendi que a região tem um enorme potencial por explorar no sector por outro, a manutenção da região de turismo de Leiria/Fátima pareceu-me desde o inicio um incontornável equívoco, o que os recentes desenvolvimentos quanto à sua inoperacionalidade vêm confirmar.  

Admitindo que esta conclusão poderá parecer algo severa para o leitor mais bairrista, passo explicar os factores que me conduziram a ela. Em primeiro lugar destacaria o facto de a região ter ficado amputada de dois dos seus concelhos mais importantes aquando da reestruturação, entenda-se Nazaré e Alcobaça ou, trocando por miúdos, uma das praias mais emblemáticas do país e um dos seus monumentos mais importantes. Outro dos pontos que me parece evidente é que uma região de turismo desta dimensão nunca terá capacidade de se projectar internacionalmente – quando não há dinheiro para salários não haverá para mais nada. De resto, este último argumento aplica-se a qualquer região do país à excepção de Lisboa, Porto e Algarve, para às quais a história e a geografia se encarregaram de fazer esse trabalho.

Sem mais demoras, a única forma de “exportar” a nossa região - ou qualquer outra - será necessariamente através da criação de um “produto” turístico que integre tudo o que ela tem de bom, (os mosteiros, as praias, os castelos, a gastronomia…), e que possa ser vendido nos sítios onde chegam os turistas, voltando a trocar por miúdos – Lisboa!

in Diário de Leiria, 24 de Outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Leiria: é preciso...!


PEDRO CORDEIRO
Membro da Direcção da ADLEI 

Os Portugueses como outros conhecem bem os problemas do endividamento e o quanto honrado será pagar as contas, todos respeitamos os sacrifícios dos outros como esperamos que reconheçam os nossos, todos queremos mudar de assunto, pois relativamente a isto parece não haver nada mais a fazer. 

As contas da Câmara Municipal Leiria têm evidentemente condicionado a sua operacionalidade e concentrado o seu discurso nesse monstro da gestão dos problemas, parece também não haver mais nada a dizer.


A Câmara Municipal de Leiria é uma estrutura com dimensão para desenvolver projectos próprios, estratégicos, e tem o privilégio de estar informada como ninguém sobre o seu município, como tal, tem potencial para propor mas o que sentimos é um certo torpor. Como os portugueses a Câmara Municipal de Leiria está deprimida!


Como todos, a Câmara Municipal de Leiria tem de facto problemas mas também responsabilidades administrativas diferentes das empresas e das famílias. Enquanto administração local tem ainda competências, que geram legitimas expectativas nos munícipes, que estão muito para além da sua honrada contabilidade.


Todos gostávamos de conhecer a sua estratégia ou mesmo e apenas, uma romântica ideia para o futuro desta cidade, seria como sonhar com os melhores dias que “virão”…


Para isso, será necessário desenvolver o trabalho, provavelmente já feito, do levantamento da condição actual do município, reconhecer a essência dos problemas e o potencial existente, ponderar e propor um caminho que todos possamos compreender e se possível todos possamos acelerar.


“É preciso…” entender a cidade para saber entender o seu papel. “Não é preciso…” acreditar na especialização, podem ser várias as especialidades e uma cidade é sempre complexidade,
                                                                       mas que o seu conjunto seja Leiria e uma ideia.

in Diário de Leiria, 10 de Novembro de 2011

Fórum «Melhorar a Escola»

SANDRA CAMPOS
Membro da Direcção da ADLEI 

A Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) e a Câmara Municipal de Leiria organizaram o fórum “Melhorar a Escola” no passado dia treze de Setembro no auditório da ESTG. Especialistas da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais debruçaram-se sobre três eixos principais: a liderança, o processo de melhoria e avaliação externa e comunicação e identidade das escolas.

O professor doutor José Manuel Silva sublinhou a ideia que a liderança comanda o desempenho em todo o tipo de organizações. Deste modo, a escola, como organização, necessita de uma liderança forte, que associe a competência técnica à concepção de um quadro de valores sólido e a uma visão e missão. Melhorar a escola exige a emergência de uma liderança que influencie os vários actores educativos a alcançarem os fins desejáveis da organização iniciando processos de melhoria.

No âmbito do modelo da avaliação externa das escolas públicas, o professor doutor José Brites Ferreira enquadrou a escola como uma organização historicamente sempre em crise cujas reformas consecutivas impedem a existência de momentos de reflexão sobre questões fulcrais para o processo de melhoria. De facto, a escola apenas pode agir nos aspectos que lhe são exclusivos dado que muitos outros existem dependentes de uma agenda social e política à qual é alheia. A escola surge assim como uma organização dependente mas que se quer autónoma embora essa mesma autonomia lhe seja recusada nos mais básicos procedimentos pedagógicos e organizacionais. Para melhorar é necessário assumir-se como uma organização aprendente que utiliza os meios disponíveis, como a avaliação externa, para iniciar processos de mudança: a definição da visão, missão, contexto, colaboradores e clima interno.

Mas o que é então uma escola de qualidade? Os livros dizem-nos que é aquela que acrescenta valor aos seus alunos, a todos sem exceção. Como se constrói essa escola de qualidade? De acordo com a investigadora professora doutora Susana Faria, a qualidade exige a construção de uma identidade colectiva que se consegue, por sua vez, através de estratégias de comunicação ativas e investindo na eficiência organizacional. Uma escola deve afirmar-se no mercado, assumir a diferença, divulgando as suas práticas, adoptando uma imagem de marca única.

Nunca antes esta questão foi tão debatida em Portugal e, apesar de todas as opiniões catastróficas, a escola pública está no caminho da qualidade. Mas é necessário compromisso na colaboração responsável de todos os que, todos os dias, cruzam os portões de uma escola.

in Diário de Leiria, 3 de Outubro de 2011