sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O TURISMO E A REGIÃO - ao encontro de novas respostas

ANABELA GRAÇA
Presidente da ADLEI 
 
No âmbito do projeto LEIRIA REGIÃO DE EXCELÊNCIA, a NERLEI, a Associação para o Desenvolvimento de Leiria, a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral e o Instituto Politécnico de Leiria, estão a promover o ciclo de tertúlias "Diálogos com a Região". O objetivo destas tertúlias é refletir sobre a região, em que as ideias apresentadas pelos presentes, com as suas interrogações e as suas convicções, possam contribuir para o surgimento de medidas concretas, promovendo um novo olhar e uma nova forma de sentir este nosso território. No dia 27 de setembro debateu-se o tema do turismo, refletindo sobre o futuro do turismo regional, face à situação de crise financeira da Entidade Regional de Turismo (ERT) Leiria/Fátima e às crescentes dificuldades que têm vindo a enfrentar para cumprir as suas funções de defesa e promoção do turismo da nossa região. 

A marca Leiria/Fátima é uma realidade afirmada ao longo dos anos, uma vez que o território tem um enorme potencial ao nível do património histórico/cultural, natural e do turismo religioso, âncoras suficientes para o sucesso do turismo regional. 

Foram identificados, como fragilidades da ETR Leiria/Fátima, os problemas do desconhecimento e integração com a estratégia nacional de turismo, as dificuldades em articular o local com o regional e o nacional, a necessidade de mais autonomia financeira, a necessidade de se encontrarem motivos que justifiquem a permanência por mais tempo dos turistas na região, bem como o pecado do “individualismo excessivo” dos vários agentes e a postura do “salve-se quem puder”.

Concluiu-se que é urgente: vontade política para se conseguir repensar o modelo institucional das regiões de turismo, no domínio das competências e do financiamento; traçar uma estratégia regional com a valorização do “produto cultural”; congregar esforços para melhorar a promoção da região; articular as vertentes empresarial e académica; melhorar a comunicação entre os diferentes atores.
É fundamental dar escala à região, ter massa crítica, integrar novos destinos turísticos e criar uma identidade, reforçando a sua visibilidade e  atratividade, projetando a sua imagem. 

Enquanto os agentes regionais não conceberem e planearem uma estratégia eficaz e virada para o futuro, num ambiente de consenso que integre todos os interesses locais, não sairemos deste impasse.

in Diário de Leiria, 7 de Novembro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Turismo na região: miragem ou realidade

JOÃO MORGADO
Associado da ADLEI

O título desta crónica foi também o tema de um debate que organizei há 3 anos, num tempo em que o cronista ocasional que hoje vos escreve (se o barrete cabe aos políticos também caberá aos cronistas) era ainda um imberbe. Na altura estava na calha a reforma das regiões de turismo, pelo que em conjunto com dois colegas organizei um debate com o Presidente da Região de Turismo Leiria/Fátima, na altura Miguel Sousinha, o Presidente da Câmara Municipal da Nazaré ainda em funções e o criador de marcas Carlos Coelho, como culminar de um trabalho escolar sobre turismo na região de Leiria.

Desse debate depreendi algumas ideias bastante claras: se por um lado sempre entendi que a região tem um enorme potencial por explorar no sector por outro, a manutenção da região de turismo de Leiria/Fátima pareceu-me desde o inicio um incontornável equívoco, o que os recentes desenvolvimentos quanto à sua inoperacionalidade vêm confirmar.  

Admitindo que esta conclusão poderá parecer algo severa para o leitor mais bairrista, passo explicar os factores que me conduziram a ela. Em primeiro lugar destacaria o facto de a região ter ficado amputada de dois dos seus concelhos mais importantes aquando da reestruturação, entenda-se Nazaré e Alcobaça ou, trocando por miúdos, uma das praias mais emblemáticas do país e um dos seus monumentos mais importantes. Outro dos pontos que me parece evidente é que uma região de turismo desta dimensão nunca terá capacidade de se projectar internacionalmente – quando não há dinheiro para salários não haverá para mais nada. De resto, este último argumento aplica-se a qualquer região do país à excepção de Lisboa, Porto e Algarve, para às quais a história e a geografia se encarregaram de fazer esse trabalho.

Sem mais demoras, a única forma de “exportar” a nossa região - ou qualquer outra - será necessariamente através da criação de um “produto” turístico que integre tudo o que ela tem de bom, (os mosteiros, as praias, os castelos, a gastronomia…), e que possa ser vendido nos sítios onde chegam os turistas, voltando a trocar por miúdos – Lisboa!

in Diário de Leiria, 24 de Outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Leiria: é preciso...!


PEDRO CORDEIRO
Membro da Direcção da ADLEI 

Os Portugueses como outros conhecem bem os problemas do endividamento e o quanto honrado será pagar as contas, todos respeitamos os sacrifícios dos outros como esperamos que reconheçam os nossos, todos queremos mudar de assunto, pois relativamente a isto parece não haver nada mais a fazer. 

As contas da Câmara Municipal Leiria têm evidentemente condicionado a sua operacionalidade e concentrado o seu discurso nesse monstro da gestão dos problemas, parece também não haver mais nada a dizer.


A Câmara Municipal de Leiria é uma estrutura com dimensão para desenvolver projectos próprios, estratégicos, e tem o privilégio de estar informada como ninguém sobre o seu município, como tal, tem potencial para propor mas o que sentimos é um certo torpor. Como os portugueses a Câmara Municipal de Leiria está deprimida!


Como todos, a Câmara Municipal de Leiria tem de facto problemas mas também responsabilidades administrativas diferentes das empresas e das famílias. Enquanto administração local tem ainda competências, que geram legitimas expectativas nos munícipes, que estão muito para além da sua honrada contabilidade.


Todos gostávamos de conhecer a sua estratégia ou mesmo e apenas, uma romântica ideia para o futuro desta cidade, seria como sonhar com os melhores dias que “virão”…


Para isso, será necessário desenvolver o trabalho, provavelmente já feito, do levantamento da condição actual do município, reconhecer a essência dos problemas e o potencial existente, ponderar e propor um caminho que todos possamos compreender e se possível todos possamos acelerar.


“É preciso…” entender a cidade para saber entender o seu papel. “Não é preciso…” acreditar na especialização, podem ser várias as especialidades e uma cidade é sempre complexidade,
                                                                       mas que o seu conjunto seja Leiria e uma ideia.

in Diário de Leiria, 10 de Novembro de 2011

Fórum «Melhorar a Escola»

SANDRA CAMPOS
Membro da Direcção da ADLEI 

A Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) e a Câmara Municipal de Leiria organizaram o fórum “Melhorar a Escola” no passado dia treze de Setembro no auditório da ESTG. Especialistas da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais debruçaram-se sobre três eixos principais: a liderança, o processo de melhoria e avaliação externa e comunicação e identidade das escolas.

O professor doutor José Manuel Silva sublinhou a ideia que a liderança comanda o desempenho em todo o tipo de organizações. Deste modo, a escola, como organização, necessita de uma liderança forte, que associe a competência técnica à concepção de um quadro de valores sólido e a uma visão e missão. Melhorar a escola exige a emergência de uma liderança que influencie os vários actores educativos a alcançarem os fins desejáveis da organização iniciando processos de melhoria.

No âmbito do modelo da avaliação externa das escolas públicas, o professor doutor José Brites Ferreira enquadrou a escola como uma organização historicamente sempre em crise cujas reformas consecutivas impedem a existência de momentos de reflexão sobre questões fulcrais para o processo de melhoria. De facto, a escola apenas pode agir nos aspectos que lhe são exclusivos dado que muitos outros existem dependentes de uma agenda social e política à qual é alheia. A escola surge assim como uma organização dependente mas que se quer autónoma embora essa mesma autonomia lhe seja recusada nos mais básicos procedimentos pedagógicos e organizacionais. Para melhorar é necessário assumir-se como uma organização aprendente que utiliza os meios disponíveis, como a avaliação externa, para iniciar processos de mudança: a definição da visão, missão, contexto, colaboradores e clima interno.

Mas o que é então uma escola de qualidade? Os livros dizem-nos que é aquela que acrescenta valor aos seus alunos, a todos sem exceção. Como se constrói essa escola de qualidade? De acordo com a investigadora professora doutora Susana Faria, a qualidade exige a construção de uma identidade colectiva que se consegue, por sua vez, através de estratégias de comunicação ativas e investindo na eficiência organizacional. Uma escola deve afirmar-se no mercado, assumir a diferença, divulgando as suas práticas, adoptando uma imagem de marca única.

Nunca antes esta questão foi tão debatida em Portugal e, apesar de todas as opiniões catastróficas, a escola pública está no caminho da qualidade. Mas é necessário compromisso na colaboração responsável de todos os que, todos os dias, cruzam os portões de uma escola.

in Diário de Leiria, 3 de Outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fórum «Melhorar a Escola» - Síntese das Conclusões

 O PAPEL DAS LIDERANÇAS NA MOTIVAÇÃO DOS PROFESSORES
 Professor Doutor José Manuel Silva - Instituto Politécnico de Leiria
-Gestão da escola é igual à gestão de uma organização, a escola deve assumir-se como organização;
-A liderança comanda o desempenho em todo o tipo de organização;
-Líder é aquele que é reconhecido como tal, influenciando os outros a alcançarem os fins desejáveis e inspirando acções, motivações, objectivos e processos de mudança;
-As escolas precisam de lideranças fortes e concretas que exige competência técnica específica. O modelo actual responsabiliza a figura do director;
-Gerir é estabelecer e alcançar metas da organização e liderar é fazer andar a organização;
-As escolas precisam de uma missão, visão e um quadro de valores sólido que reja a organização;
- A comunicação directa e em tempo útil é muito importante entre os vários actores da cena educativa;
-A motivação é a força que vem de dentro, cada um pode fazer a diferença dentro dos objectivos colectivos;
-A importância da motivação dos professores através de uma boa liderança;
-A liderança constrói-se e a auto-liderança é o que fazemos para que algo funcione;
-Há um grande caminho a percorrer que requer humildade e abertura.

MELHORAR A ESCOLA
 Professor Doutor José Brites Ferreira - Instituto Politécnico de Leiria
 Reflexão / investigação:
-Melhorar a escola é uma missão impossível dado o número de variáveis envolvidas;
-Existe uma “agenda” externa à escola que interfere nos mecanismos de mudança e melhoria;
-A desvalorização dos diplomas escolares é um sintoma da crise da escola;
-Melhorar a escola – exige mudança – que não garante melhoria efectiva;
-Nos momentos de reforma não há momentos para reflectir sobre as questões fundamentais e este facto causa atrito na evolução da educação;
-A escola deve procurar melhorar os aspectos que dependem exclusivamente dela e que sejam facilmente operacionalizados;
-A melhoria requer sempre: visão, missão, contexto, colaboradores e clima interno.
Avaliação externa das escolas/agrupamentos:
-Os resultados da avaliação externa são muitas vezes diferentes da imagem pública que a escola goza na sua comunidade;
- Ao nível do serviço educativo falta apostar na articulação e sequencialidade;
-Os resultados Bom/Muito Bom no domínio da liderança contrasta com a agenda política e com os argumentos usados para a mudança do modelo de gestão das escolas.

COMUNICAÇÃO E IDENTIDADE COLECTIVA
Professora Doutora Susana Faria – Instituto Politécnico de Leiria
-Necessidade de redefinição da identidade organizacional;
-É importante a comunicação no novo contexto da escola aberta à comunidade;
-Comunicar para ser reconhecido, comunicar para divulgar as actividades da escola e também comunicar para partilhar valores e interesses comuns;
-A qualidade assenta num grande investimento em estratégias de comunicação, na eficiência administrativa;
-A qualidade prevê um ideal burocrático, um ideal empresarial e um ideal profissional;
-A comunicação torna-se uma meta - ideia;
-Uma boa escola quer-se: humanista - desenvolvendo processos de comunicação democráticos e participantes; tecnológica – apoiada pelas tecnologias de informação e comunicação; dinâmica – respondendo a uma diversidade de públicos; diferente - quando constrói uma identidade própria assumida por todos.

A ESCOLA A TEMPO INTEIRO: ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR – coordenação e gestão;
 Dr. Jorge Bajouco – Director do Agrupamento de Escolas da Maceira
A emergência da (re)organização escolar impõe um maior/melhor enquadramento das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), não perdendo a valorização que representam.
Os constrangimentos resultantes da planificação das AEC, com dificuldades na organização dos horários e dos espaços, a insuficiência de recursos e toda a fragilidade estrutural poderão ser superados com o maior envolvimento/responsabilidade de órgãos e estruturas escolares/educativas e com mais intervenção e compromisso por parte da comunidade educativa.
A evolução conseguida resulta de mais-valias que as comunidades escolares encontraram nas suas realidades, fazendo valer competências, capacidades e o sentido profissional dos intervenientes, associado à disponibilidade/envolvimento dos responsáveis.
Mantendo este sentido evolutivo, continuam a questionar-se os formatos organizacionais que compatibilizem uma realidade educativa/escolar, devidamente sustentada em acções que valorizem as aprendizagens, sem descurar as fases de desenvolvimento fundamentais na formação integral das crianças e dos jovens.
Em tempos de racionalização de meios e recursos, urge priorizar e valorizar as dimensões necessárias, aproveitando contextos organizacionais já estruturados e com experiência adquirida, onde a realidade escolar possa manter e integrar as iniciativas de enriquecimento curricular.
Recentrar as AEC na Escola, mobilizando os instrumentos de autonomia, aproveitar as sinergias comunitárias, com mais e melhor articulação entre responsáveis e participantes no processo, poderá ser a condição para melhorar o trajecto que conduza a uma escola para todos com qualidade.
Atribuir à Escola/Agrupamento a responsabilidade de gerir os recursos humanos, técnicos e físicos (considerando os meios necessários e indispensáveis) poderá evitar os tradicionais constrangimentos e superar as dificuldades organizacionais, permitindo assim conciliar/articular os recursos necessários.

Organização: Associação para o Desenvolvimento de Leiria e Câmara Municipal de Leiria
Apoios: Centros de Formação de Professores: LEIRIMAR (Marinha Grande); Centro de Formação da Rede de Cooperação Aprendizagem (Batalha); Escola Superior de Tecnologia e Gestão; Instituto Politécnico de Leiria; Livraria Arquivo; Jornal de Leiria.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Convite «Uma estratégia para Portugal»



Um país sem estratégia é um país sem rumo. É assim que Portugal vive desde, pelo menos, o reinado de D. João II. A alternância democrática instalada após o 25 de Abril não serviu de remédio – e até certo ponto acentuou a ausência de políticas continuadas que nos permitissem ter uma indústria competitiva ou uma educação e justiça eficazes.  

Henrique Neto, um dos mais inovadores empresários portugueses contemporâneos, ajudou a construir um pequeno império assente numa visão estratégica. E na sua breve passagem pela política partidária acreditou que seria possível implementar no governo de Portugal uma estratégia coerente – à semelhança do que tinha feito o Japão no pós-guerra e no final dos anos 50. 

Não foi possível. Durante o último quarto de século, o mundo abraçou com fervor a cultura financeira e os seus fabulosos lucros. O nosso país comungou desse facilitismo, e as nossas limitações naturais fizeram o resto: estamos numa beco aparentemente sem saída.

Uma Estratégia para Portugal pretende provar o contrário. Neste livro Henrique Neto defende que há uma estratégia viável para o país – assente num sector produtivo moderno, virado para a exportação, e que privilegie a inovação e a mudança. 

O autor disseca aqui a sua tese. Sustenta-a com exemplos práticos. Apresenta um rumo que engloba desde sectores chave (como a logística e as obras públicas) às forças armadas. Sem esquecer as condições politicas necessárias à sua execução.

É uma visão completa e abrangente, técnica mas também politica, de um empresário que já provou que em Portugal se pode inovar. E que acredita não termos mais desculpa para sermos os eternos filhos pobres da Europa. 

João Salgueiro

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

LEIRIA - Que turismo?

ACÁCIO DE SOUSA
Ex-Presidente da ADLEI


Perdido o estatuto de sede de “Região de Turismo”, a actual “Entidade de Turismo Leiria-Fátima (ETLF)” está sem dinheiro, diz a imprensa, numa conjuntura que agrava as dificuldades de persuasão junto aos diversos parceiros públicos.

Ao longo dos últimos anos, os problemas herdados justificaram-se com a má vontade dos governos. A avaliação de um núcleo que deve ser promotor de competências de alta atracção para o turista e de orientação de prioridades não tem vindo a público e neste negócio o que importa é cativar um largo segmento de mercado que deixe dinheiro e valide o investimento dos parceiros.

Dominando na opinião pública que é um destino de satisfação partidária, está a ETLF em risco, ainda mais com o pessoal que ali trabalha? E as funções desta casa terão que ser todas suportadas pelo erário público?

Em 2007, anunciava-se o PENT - Programa Estratégico Nacional do Turismo, problemátco para o Turismo de Leiria-Fátima. A ADLEI organizou, então, o seu IV Congresso com uma secção dedicada a esta questão. A sobranceria como isto foi encarado pelas autoridades locais foi esclarecedora. Em síntese, tínhamos Fátima e isso bastava. As entidades oficiais cingiram-se à vulgar publicidade e um ex-responsável que se aprestou a trazer alguma coisa de novo, mandou para acta um texto que nada tinha a ver com o que disse. Perdeu-se uma oportunidade de debate sério e forte.

Na altura, o Turismo do Oeste recusou participar, ouvindo eu já a mesma resposta que acabou agora por ser dada em tom mordaz com os ases na mão, às recentes pretensões de Leiria, a propósito de uma urgente ideia de fusão. Mais ou menos assim: “então não têm lá Fátima que vos chega? Não é lá que está a qualidade?”.

Ora, uma coisa é Fátima enquanto local de culto. Outra, é Fátima como pretensão de absoluto destino turístico, devendo-se distinguir quantos são os verdadeiros turistas entre os milhões que a visitam anualmente, e o que temos de inovador para lhes oferecer.

Alguém, por cá, garantiu um produto que fosse um verdadeiro “colar de pérolas” irresistível e identificado numa análise paga há uns anos? Ou teve em conta os interesses dos visitantes de Fátima, objecto de estudo de uma professora do IPL?

As centralidades, postas em termos demasiado bairristas, apesar de existirem e terem potencial, podem levar a que o reduto em que muitos se fecham implique secessão e o estrangulamento que dinâmicas exteriores poderão trazer.

A ADLEI já quis discutir o tema. É altura de voltar ao debate sério e sem pinças.

in Diário de Leiria, 12 de Setembro de 2011