segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ADLEI associa-se à RCA na Oficina de Formação «Prevenir a Violência na Escola»

Depois da realização do Fórum Prevenir a Violência nas Escolas, no passado dia 10 de Setembro '10, a ADLEI associa-se ao Centro de Formação da RCA - Rede de Cooperação e Aprendizagem, na Oficina de Formação «Prevenir a Violência na Escola», um percurso formativo, acreditado pelo CCPFC, destinado a docentes de todos os níveis de ensino. A acção combina a formação "em sala" com um projecto de intervenção em contexto escolar. Para mais informações, aceda à imagem abaixo.




domingo, 12 de setembro de 2010

ADLEI realizou Fórum «Prevenir a Violência nas Escolas»



No passado dia 10 de Setembro '10, a ADLEI organizou um encontro com o objectivo de promover o debate em redor da violência nas escolas, incentivando a partilha de estratégias e actuações consentâneas entre os vários agentes.

A presidente da Direcção da ADLEI, Anabela Graça, e o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raúl Castro, deram as boas-vindas, e a reflexão iniciou-se com a exibição de dois filmes alusivos ao tema, vencedores do concurso Cineastas Digitais, promovido pelo Centro de Competências Entre Mar e Serra.

O moderador do Fórum, José Manuel Silva (vice-presidente do Instituto Politécnico de Leiria), afirmou a urgência de promover o trabalho em rede entre instituições, para melhorar o clima das escolas, promovendo a prática do benchmarking, isto é, a aplicação criativa de boas práticas.

Amélia do Vale (professora do Agrupamento de Escolas Dr. Correia Mateus) começou por afirmar que os professores compreendem a linguagem da violência e, acima de tudo, procuram nos alunos violentos o que lhes falta e que os conduz ao exercício da violência. No seu projecto, Oficina do Comportamento, a docente refere que o objectivo é agir para recuperar os alunos violentos no sentido de lhes dar «uma casa escolar», reintegrando-os segundo as estratégias usadas para os sem-abrigo.

Bruno Soares (subcomissário da PSP), informou que o Programa Escola Segura abrange cerca de sete freguesias, quarenta e sete estabelecimentos de educação e ensino, dezoito mil alunos e dois mil docentes e auxiliares de educação. Os objectivos deste programa centram-se na segurança das áreas envolventes das escolas (percurso escola-casa e transportes públicos), na formação em escolas sobre consumos ilícitos, comportamentos cívicos, prevenção rodoviária, Internet e outras situações. A PSP aconselha sempre a denúncia de comportamentos de violência para dar lugar à actuação das autoridades, afirmando mesmo que em casos limite, as autoridades podem garantir a segurança das vítimas. O subcomissário referiu também que, em Leiria, os números são pouco expressivos e muito diferentes daqueles das grandes cidades. Assim, no ano lectivo 2008-2009 vinte e duas situações foram reportadas e no ano lectivo 2009-2010, cerca de trinta, consistindo em crimes de furto, ofensas corporais e ameaças.

Cesário Silva (director da Escola Secundária Eng.º Calazans Duarte), apresentou a sua escola indicando que, num universo de 900 alunos, foram aplicados onze procedimentos disciplinares a vinte seis alunos e que apenas dois, tiveram pena aplicada, no último ano lectivo. Referiu igualmente que o tipo de violência exercida nas escolas se torna mais grave à medida que os alunos crescem, mas ocorre em menor número, sendo praticada no espaço do recreio por excelência. Para resolver estas situações, é importante que a escola se assuma como espaço de segurança, garantida por todos os actores educativos na formação dos jovens e que deve ser feita de forma transversal. A escola deverá assumir uma atitude pro-activa, ter um olhar sobre as vítimas e os agressores, numa postura de prevenção da própria violência. Para tal existe uma equipa multidisciplinar que trabalha no GAAF (Gabinete de Apoio ao Aluno e Família), SPO (Serviços de Psicologia e Orientação) e directores de turma. A atitude perante a violência é de tolerância zero, de exigência no cumprimento das regras de conduta e de responsabilização dos encarregados de educação pelo comportamento dos seus educandos.
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Leonor Furtado (directora-geral da Reinserção Social), fez o retrato da actuação da Direcção-Geral de Reinserção Social, serviço adstrito ao Ministério da Justiça, que actua sobre jovens com medidas privativas da liberdade (centros educativos) por factos qualificados como crime e idades entre os 12 e 16 anos. Os programas de recuperação e reinserção na comunidade compreendem acções de recuperação dos jovens, são validados por entidades externas (universidades) e homologados pelo tribunal. Estas medidas exigem interacção com as escolas, centros de saúde, polícia entre outras entidades do meio envolvente, uma vez que o principal objectivo é a prevenção da reincidência e da criminalidade. 

Descreveu um projecto que nasceu da necessidade de trabalhar com as escolas a violência, a educação para os direitos, deveres e valores, sublinhando que «a outra face do direito é o dever». A situação actual é a falta de interiorização dos valores e quando os jovens chegam ao espaço escolar, a violência acontece. Através das várias intervenções, afirma que a delinquência escolar constitui o replicar dos comportamentos familiares e do meio, existindo uma grande variedade de comportamentos, factores de risco e protecção que concorrem para estes comportamentos. Daí a necessidade de trabalhar na e com a escola.

A directora-geral traçou um diagnóstico da situação, caracterizada pelo absentismo, pouco envolvimento dos pais na educação dos filhos, dificuldade na gestão funcional na família e do seu quotidiano, antecedentes criminais e antecedentes de consumos aditivos. Como factores de protecção apontou a necessidade da escola dispor de ocupação estruturada de temos livres, alternativa à escolaridade regular, com limites definidos por todos os elementos da comunidade educativa, intimidade e ligação afectiva na família e ligação da família às normas sociais e de cidadania. 

O moderador, José Manuel Silva, sublinhou a necessidade de educar para os valores, definindo claramente o quadro de valores da escola e que este seja usado por todos os professores, uma vez que a actuação diferenciada face ao mesmo comportamento promove o desrespeito e a falta de interiorização das regras.

Na fase do debate foi dada a palavra ao representante da educação da CPCJ de Leiria, o docente Gil Campos, à presidente da ONG Mulheres do Século XXI, Isabel Gonçalves, à representante da Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação, Paula Santos, e à psicóloga da Escola Secundária Domingos Sequeira, Cristina Marques.
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Esta iniciativa contou contou com o apoio do Jornal de Leiria e da Livraria Arquivo, bem como a colaboração da Câmara Municipal de Leiria, dos Centros de Formação de Professores (Leirimar, Cenformaz, Centro Formação da Associação de Escolas de Alcobaça e Nazaré, Centro de Formação da Rede de Cooperação e Aprendizagem), da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e da Direcção Regional de Educação do Centro.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Concurso «Leiria: região com futuro»

Se és aluno de Área de Projecto, no 12º Ano de Escolaridade ou 3º Ano do Ensino Profissional, inscreve-te já no concurso «Leiria: região com futuro», uma iniciativa conjunta da ADLEI e do Instituto Politécnico de Leiria, com o patrocínio do BPI. Desenvolve um estudo de âmbito local, com vista a apresentar soluções nos sub-temas expostos na imagem abaixo. A inscrição é gratuita e decorre até ao dia 26 de Novembro '10. Consulta o regulamento e vê os prémios que podes ganhar nas imagens abaixo. Aproveita a oportunidade: faz-te ouvir. A ADLEI e o IPL desejam-te boa sorte!


segunda-feira, 26 de julho de 2010

ADLEI quer mobilizar a região para a modernização da Linha do Oeste



COMUNICADO

Linha do Oeste de novo esquecida

ADLEI quer mobilizar a região para a modernização da Linha do Oeste


A ADLEI – Associação para o Desenvolvimento de Leiria, ao tomar conhecimento da suspensão pela REFER do investimento previsto para o início do processo de modernização da Linha do Oeste (99 milhões de euros para os anos 2010/2013), vem manifestar publicamente a sua preocupação e desacordo em relação a tal decisão.

Preocupação que se manifesta com maior veemência quando este investimento, anunciado em Agosto de 2009, é uma ínfima parte dos 3,1 mil milhões de euros previstos para os próximos anos na modernização da linha ferroviária clássica do país.

A ADLEI não pode deixar de chamar à atenção para o facto de ser a Linha do Oeste uma das vias sistematicamente sacrificadas, agora mais uma vez, no processo em curso de modernização da via-férrea nacional.

Este novo adiamento vem juntar-se ao incompreensível arrastamento da elaboração do Plano Estratégico da Linha do Oeste mandado elaborar há mais de quatro anos sem que, até hoje, a opinião pública conheça o conteúdo das suas propostas ou qualquer estudo prévio.

 

A ADLEI apela aos responsáveis políticos que tutelam a REFER para a necessidade e justeza da reconsideração da decisão do abandono do investimento, já que o distrito de Leiria e as populações que a Linha do Oeste serve, aguardam há mais de três décadas pela sua modernização. Apela ainda ao envolvimento das instituições do Poder Local e do movimento associativo do distrito na exigência de uma solução urgente para Linha do Oeste, ao mesmo tempo que manifesta desde já a sua disponibilidade para uma análise conjunta sobre a actual situação do processo de modernização.


A Direcção

Leiria, 16 de Julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Projecto «Agro-Paisagem da Bacia Hidrográfica do Lis»



A - Fundamentação

A bacia hidrográfica do rio Lis constitui um dos mais importantes recursos naturais da região de Leiria. Nas últimas décadas, profundas e rápidas alterações nas actividades de produção e nas estruturas sociais têm conduzido ao estabelecimento de novas relações ao nível deste território. A sua evolução não se traduziu num percurso equilibrado.

Assim, há necessidade de se ter um conhecimento deste território rural, sendo possível uma análise prospectiva que, recorrendo à identificação de tendências passadas e à situação actual se permita identificar factores de mudança com capacidade de concretização no futuro.

Fazer um estudo diagnóstico que possa servir de suporte a essas mudanças é a nossa intenção, sendo destacadas as condicionantes e/ou oportunidades a avaliar pelo poder local, regional ou central, no sentido de potenciar os recursos promovendo o desenvolvimento sustentável da bacia hidrográfica do Lis.

A importância deste projecto para a ADLEI e para os municípios de Leiria, Batalha, Porto de Mós e Marinha Grande decorre da necessidade de se considerar que a agricultura continue a desempenhar um papel fulcral num quadro de desenvolvimento rural sustentável, revestindo-se o seu planeamento e gestão de complexidade acrescida, tendo em conta a procura de soluções que simultaneamente satisfaçam objectivos de natureza económica, ambiental e social, frequentemente em situação de conflito.

A necessidade de atender à melhoria dos níveis de rendimento e de competitividade do sector – em face de mercados cada vez mais globalizados e concorrenciais – em consonância com a utilização das boas práticas agrícolas respeitadoras do ambiente e dos recursos naturais, a obtenção de produtos seguros e de qualidade, e a promoção e dignificação do tecido social rural, constituem sem dúvida importantes desafios não só para agricultores, gestores ou técnicos, mas também para os centros de decisão política.


B - Objectivos do projecto

1. Definir o Quadro Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura, da Floresta e da Pecuária, das Actividades Extractivas na AI (Área de Intervenção);

2. Definir e promover modelos de gestão e meios humanos e materiais adequados à concretização da estratégia de desenvolvimento.

3. Contribuir para a racional utilização do solo em todas as suas vertentes, com o consequente equilíbrio ambiental e da Paisagem.



C - Fases do Projecto

1ª Fase – Depois da apresentação da ideia do projecto por um associado da ADLEI – Arquitecto José Charters Monteiro, seguiram-se reuniões de trabalho para a planificação do mesmo, assumindo a direcção da ADLEI coordenação deste projecto, contando para a direcção do projecto com o Arquitecto José Charters Monteiro. Foram feitos contactos com os Presidentes das Câmaras de Leiria, Batalha, Porto de Mós e Marinha Grande, que manifestaram disponibilidade para participar no projecto como colaboradores activos.

2ª Fase – Elaboração de um estudo com a colaboração dos técnicos das Câmaras Municipais de Batalha, Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós – primeiro encontro com os técnicos das Câmaras no dia 21 de Junho (apresentação de uma proposta de estrutura para discussão/reestruturação, levantamentos dos recursos existentes e será estabelecido o calendário de trabalho).

3ª Fase – Divulgação do estudo à comunidade dos 4 concelhos envolvidos;

4ª Fase – Ainda a definir, de acordo com os resultados do estudo. O ideal seria criar condições para o aparecimento de um centro de apoio intermunicipal “Centro de Valorização da Agro-Paisagem da Bacia Hidrográfica do Lis", com o objectivo de apoiar os destinatários deste projecto:

1 – Gestores e Activos na produção agrícola, florestal e pecuária, actividades extractivas, na sua transformação (indústria), distribuição e comercialização.

2 – Administração Local, Regional e Central.

3 – População, em geral, enquanto consumidores e sujeitos económicos.

O conhecimento técnico permite a utilização por parte dos produtores relativamente às culturas mais rentáveis. Por outro lado o conhecimento do mercado, que passa por comunicar ao produtor qual o tipo de produto que consumidor procura mais, podendo assim adequar as suas colheitas a essa procura. Assim, todos ganham: ganha o produtor que além de escoar a produção começa a dominar as ferramentas de trabalho que lhe permite fazer crescer a sua actividade e os seus lucros, ganha o consumidor que consegue preços mais justos como tem sempre disponíveis os produtos que procura com mais garantia de qualidade, ganha a agricultura nacional que se moderniza e se torna mais forte e competitiva.

Foto: © Frans Lanting/Corbis

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Convite «A Cultura em Noite de São João»



No próximo dia 23 de Junho '10 (Quarta-Feira), pelas 21h, no Moinho de Papel do Lis, a ADLEI organiza a iniciativa A Cultura em Noite de São João, com debate sobre o estado da Cultura em Leiria. Agradecemos a presença de todos!