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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Democracia para totós


DIOGO GASPAR
Membro da Direção da ADLEI

«Eles trabalham todos os dias e nós, quando nos exigem um trabalho de quatro em quatro anos, faltamos». A afirmação é de Nilton, humorista português, na qualidade de participante no programa «Prós e contras», de 26-03-2012. Uns – mais distraídos – entendê-la-ão como uma tirada retórica, outros – os que vêm na abstenção uma forma de protesto – uma afirmação condescendente para com eles, os políticos. Certo estará que ela não deixa de expressar, com evidência, a imoral taxa de abstenção da nossa democracia, eminente chaga de cada ato eleitoral.

A abstenção eleitoral fere a legitimidade de decisões que exigiriam um amplo consenso popular. Abordar este problema é levantar a ponta de um véu (fácil de entender porque expresso pela estatística), das fraquezas da nossa democracia e, em especial, da falta de participação cívica.

Não duvidamos de que os cidadãos têm razões que bastem para desconfiarem das instituições e dos políticos, sobretudo numa altura em que, mercê da instabilidade financeira, periga a coesão social e se assistimos ao definhar da economia. Mas pior do que isso é verificar, no inventário das crises que atravessámos nas últimas décadas, que não aprendemos com os erros: ficamos com a sensação de que os sacrifícios que fazemos hoje não servirão para mudar o modelo de funcionamento do sistema: um interesse público funcionalizado por interesses materiais e uma democracia bloqueada por agendas de poder.

O país precisa de políticos determinados e de consensos alargados, não apenas para debelar crises, mas também para construir estratégias de desenvolvimento. Sem prejuízo de uma livre competição partidária, necessitamos de uma maior cooperação, firmado numa espécie de contrato social, nomeadamente no que toca à promoção da solidariedade intergeracional, evitando a exploração orçamental das gerações futuras. 

A democracia não se esgota nos partidos, mas a sua reciclagem é essencial. Permitimos-lhes que procedessem à sovietização do regime, fazendo do Parlamento o seu monopólio e da Administração Pública a sua coutada. Os partidos, enredados na malha das clientelas, têm de auscultar a sociedade civil e especializar-se na produção de ideias, fazendo do Parlamento não uma uma caixa-de-ressonância do Governo, mas antes o seu pulmão. 

Daqui a dois dias, quando escutarmos os discursos de comemoração sobre o 25 de Abril, deveríamos interrogar-nos sobre estes problemas. E evitar que eles continuem sem resposta. A bem da democracia (também) é esse o nosso papel.

in Diário de Leiria, 23 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cidadania e ambiente

CLÁUDIO DE JESUS
Membro da Direção da ADLEI

Há alguns anos atrás, numa apresentação para alunos universitários, exemplifiquei com recurso a três exemplos, inadequadas práticas de cidadania para com o meio ambiente.

E os três exemplos foram: cascas de tremoços e pevides, maço de cigarros amachucado e fralda descartável já usada – todos atirados para o chão ou pela janela do automóvel! A estes exemplos poderíamos somar diversos outros, desde o clássico cuspir para o chão, apertar violentamente a buzina do automóvel (a propósito, já alguém ouviu buzinar num país nórdico?) ou mesmo deixar o cocó do cão no meio do passeio.

Todos os leitores se recordarão de ter vivenciado pelo menos uma vez na vida este tipo de práticas que, infelizmente, não parecem ter mudado muito com o passar dos anos. Se assim não fosse, não continuaríamos a ter rios poluídos (e o exemplo do Lis é bem gritante), empresas a tentar contronar encargos com sistemas de protecção ambiental (evitando investimentos em estações de tratamento de águas residuais, filtros e despoeiradores e sistemas de atenuação de ruídos).

Em 2003, a empresa regional de tratamento de resíduos sólidos urbanos, em colaboração com as Escolas Secundárias da Marinha Grande e de Vieira de Leiria, organizou uma marcha pela natureza, apelando acima de tudo, à melhoria de comportamentos cívicos dos condutores e transeuntes da estrada nacional que liga Marinha Grande a Vieira de Leiria. Resultado dessa ação? 1500 quilos de resíduos recolhidos das bermas da estrada numa manhã de trabalho levado a cabo pelos voluntários (alunos e professores) das citadas escolas. Trabalho meritório sem dúvida, mas que de pouco vale se não formos capazes de incutir nos jovens de hoje, que serão adultos amanhã, valores consentâneos com a expressão “bons cidadãos ecológicos”

E como é que isso se consegue? Com muita sensibilização e educação, sobretudo da população em idade escolar, pois jovens com hábitos ambientalmente saudáveis são o garante de um país e de uma região com futuro, salvaguardando a qualidade ambiental dos locais onde terão de viver as próximas gerações. Pensemos nisto, verão que nada custa melhorarmos os nossos hábitos quotidianos em troca de um futuro mais são e equilibrado.

in Diário de Leiria, 9 de abril de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

A cidade e as árvores

ANTÓNIO MARQUES DA CRUZ
Membro da Direção da ADLEI


As cidades, e Leiria não é excepção, são formadas por grandes extensões de materiais inertes: pavimentos de asfalto, pedra, edifícios, placas e postes metálicos...

Esta extensão ininterrupta de materiais inertes traz à cidade alguns problemas como, por exemplo, a impermeabilização do solo que provoca a acumulação rápida e em quantidade das águas pluviais nas zonas mais baixas, o aumento da amplitude térmica diária e anual pelo intenso arrefecimento nocturno dos materiais inertes e pelo seu intenso aquecimento ao Sol durante o dia, a acumulação de poeiras e óleos.


Assim as cidades contemporâneas mais sofisticadas são infraestruturadas não só com a rede viária, esgotos, electricidade, transportes, etc. mas também com uma Estrutura Verde Contínua que interrompe a extensão dos materiais inertes da cidade.


A árvore de arruamento é um elemento fundamental da Estrutura Verde Urbana. As suas copas, troncos e raízes conduzem a água promovendo a sua infiltração no solo, fixam as poeiras e a poluição, regulam a temperatura e a humidade do ar, abrigam os pássaros, as de folha caduca dão sombra no Verão e deixam passar o Sol no Inverno, etc. E depois há ainda as funções, digamos, de ordem estética e psicológica como a presença da Natureza dentro da cidade ou a marcação do tempo cíclico das estações e do tempo linear dos anos.

Uma árvore de arruamento com bom porte constitui uma enorme contribuição para a qualidade do espaço público urbano e no entanto constata-se com consternação que se tem erradicado paulatina mas firmemente as árvores das ruas de Leiria entre podas radicais e simplesmente o corte total.

As árvores da Av. 25 de Abril foram retiradas porque não se via o Castelo a partir do Estádio durante o Euro 2004 e ainda passámos a ter que ver o Estádio a partir do Castelo. As da rua Dr. José Jardim, volta e meia, têm sido “raptadas” por razões desconhecidas, as da Av. Marquês de Pombal foram substituídas por umas novinhas em folha e com poucos km mas muito mais pequenas é claro. Infelizmente exemplos não faltam.

Ribeiro Telles no seu livro "A Árvore" refere: “Todos os anos no fim do Inverno saem (…) brigadas de homens armados de serrotes e tesouras a podar os arvoredos das ruas das cidades”.

Uma destas brigadas atacou neste fim de Inverno princípio de Primavera algumas ruas da cidade de Leiria, levando-nos as flores da Primavera e a sombra do Verão...

in Diário de Leiria, 26 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Que mapa?

ANA NARCISO
Membro da Direção da ADLEI 

Numa das últimas tertúlias  na NERLEI foi  abordada a problemática da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica.  Estavam em apreciação as propostas do “Livro Verde” que não mereceram a aprovação, quer do órgão que representava as Freguesias – a ANAFRE –, quer dos autarcas ali presentes. Pergunto o que mudou com a nova proposta? Aparentemente nada. A ANAFRE já anunciou  o seu propósito de: “rejeitar a Proposta de Lei nº 44/XII, por, na sua substância, impor a agregação de Freguesias com caráter obrigatório, segundo o critério da aplicação de percentagens.” Foi assim com o “Livro Verde” continua assim com esta  proposta  de Lei. Alegadamente as posições reforçaram-se, a confusão instalou-se. Porque se no documento anterior havia freguesias “descansadas”, porque  não seriam atingidas, agora  e, subitamente, podem estar em processo de agregação. 

Não sei como vai terminar este processo, sei apenas que quem governa os Municípios e quem dirige as Assembleias Municipais têm aqui um momento único para mostrarem o que querem para o futuro dos seus munícipes. Não basta ganhar eleições e gerir  o dia a  dia;  há que liderar, esclarecer, argumentar e depois decidir. Intuo que há um consenso generalizado sobre este ponto: unir freguesias deveria ser o culminar de um processo e não o seu início; pois…. desde que não fosse nem o meu município, nem a minha freguesia. Infalível. Qualquer mudança origina reserva e desconfiança: agregar Municípios… já não será para os meus dias. Mas podemos construir um caminho;  gostaria, por exemplo, que houvesse um consenso alargado entre partidos do arco da governação para que  o resultado final fosse sustentado e selado num compromisso definitivo; ou seja  a reorganização do território não devia  estar sujeito à tentação  voraz de qualquer programa eleitoral local ou nacional.

A tertúlia na NERLEI em parceria com a ADLEI, foi capaz de reunir sensibilidades e pontos de vista diferentes longe da pressão partidária. Assim fomos capazes de identificar vantagens e inconvenientes num registo sereno e sem sobressaltos. Registei  interrogações  pertinentes de alguns jovens que ainda hoje recordo: que exemplos  querem deixar às novas gerações? Que novos paradigmas são capazes de criar? Porquê continuar com um modelo  com mais de um século  onde as novas tecnologias  não tinham lugar? Vamos deixar  muito trabalho por fazer: é melhor habituarem-se. 

in Diário de Leiria, 27 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eng.º José Ribeiro Vieira - um homem de coragem

TOMÁS OLIVEIRA DIAS
Ex-Presidente da ADLEI 

Causou grande emoção entre nós a morte do Engº Ribeiro Vieira. A Comunicação Social, a par de muitas figuras nacionais e locais, assim como colaboradores e amigos, expressaram publicamente o seu desgosto prestando-lhe sincera homenagem. Alguns poderão pensar que está tudo dito a seu propósito. Não sou dessa opinião. Julgo que a sua vida e o seu exemplo merecem uma reflexão mais profunda nas suas várias facetas.

Vêm-me à memória as suas «crónicas sem título», que marcam de forma indelével a sua fase final de maturidade plena e de sabedoria. Leitor assíduo dessas crónicas, recordo em especial a que dedicou a Leonel Costa, falecido pouco tempo antes. Podemos imaginar com que emoção o terá feito, companheiros na vida e, agora, na morte. Essa presumível emoção, porém, não transparece do seu texto escrito com serenidade e traçando objectivamente o perfil de quem com ele tinha muitas afinidades e que agora o precedia.

É que Ribeiro Vieira foi sempre um homem de coragem e de serenidade nos vários campos da sua actividade. Podia não estar de acordo, manifestando a sua opinião, mas sempre sem perder o «fair play». Pautou a sua vida pela defesa da aldeia que o viu nascer, da cidade onde exerceu a sua actividade, da região onde estava inserido, do país que sempre trazia no coração.

Como empresário abalançou-se com sucesso a muitos empreendimentos que impulsionava de perto, sem virar a cara aos riscos que teve de correr. Como político, defendeu sempre a democracia com papel activo como militar na revolução Agiu sempre de harmonia com as suas ideias sem se vincular a qualquer força partidária, embora defendendo os partidos. Agiu como independente conforme as suas convicções e aquilo que considerava serem os interesses nacionais e locais. Nunca cedeu a pressões. Era um homem de coragem.

Nos domínios da comunicação social, abalançou-se ao lançamento de um novo jornal, que, na época, muitos julgaram votado ao insucesso e, afinal, tem sido um grande factor de progresso cultural e de desenvolvimento da nossa região. Também aqui foi um homem de coragem.

Nos domínios do associativismo, como presidente do Nerlei, teve papel muito importante na defesa da actividade empresarial do concelho e do distrito,  lançando múltiplas iniciativas, estabelecendo contactos e organizando reuniões,  com altos responsáveis. 

Nos domínios do associativismo cívico, foi um dos fundadores da ADLEI, que apoiou activamente, facultando-lhe as primeiras sedes e intervindo em muitas das suas realizações. Recordo também a sua actividade como presidente da ADLEI e os esforços que desenvolveu no sentido de Leiria ser considerada uma Região de Excelência. Também em matérias de desenvolvimento regional e social foi um homem de coragem.

Por tudo isto e pelo o que ficou por dizer a nossa gratidão. Espero que o seu exemplo perdure e sirva de referência às novas gerações.

in Diário de Leiria, 30 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cidadania activa

GRAÇA SAMPAIO
Associada da ADLEI

Cidadania tem a ver com os outros. E nós estamos cada vez mais centrados em nós próprios. Temos – aqueles que têm – a nossa casa, os nossos equipamentos, o nosso carro, o nosso emprego, a nossa família e pensamos que tudo isto nos basta para sermos cidadãos felizes. E, de facto, assim parece. O pior acontece quando uma ou outra destas componentes falha e nos começamos a sentir sozinhos, incompletos, infelizes.

Muitas vezes, só quando nos acontece um percalço na vida nos apercebemos que não existimos só nós e há que lançar mão do que os outros tenham para nos oferecer – e têm muito!

Muitas horas se gastam nas escolas (e que agora se perderão mercê da última operação cirúrgica realizada nos currículos) a educar as crianças e os jovens para a cidadania, que mais não é que prepará-los para uma vida de convivência democrática no cumprimento de todos os direitos humanos sempre indissoluvelmente aliados a determinados deveres que concorrem de igual modo para essa convivência. O sentido do dever para com o próximo, para com os membros da família, da comunidade, do país, é das facetas da cidadania que a escola teima em inculcar nos alunos desde as idades mais verdes.

Assim, tem-se preparado os jovens para o exercício de uma cidadania ativa levando-os a realizar atividades que em tempos nada tinham a ver com a escola e que são, por exemplo, trabalhos de voluntariado, de visita a lares de idosos, convívio real com crianças e jovens diferentes, de organização de pequenos bancos alimentares, de visitas a hospitais, no intuito de que amanhã consigam ser verdadeiros cidadãos ativos.

Muitos deles, porém, mercê da sua educação de base e das vivências a que estão sujeitos nos ambientes muitas vezes degradados, ou apenas de verdadeiro egoísmo, em que se movem, dificilmente conseguem absorver aqueles ensinamentos e aí temos adultos, como muitos de nós conhecemos bem, capazes de desrespeitar os idosos e as crianças, dominar pelo medo as pessoas mais frágeis exercendo sobre elas violência. A violência doméstica e o abuso de crianças a que se assiste, incompreensivelmente, cada vez mais, são dos maiores flagelos e das maiores vergonhas a que assistimos – quantas vezes sem nada fazer ou dizer – dentro de uma conjuntura histórico-geográfico-social que tem – ou deveria ter – todos as ferramentas para, senão evitá-las, pelo menos combatê-las.

E, como comecei, termino: a Cidadania tem a ver com os outros, mas lembremo-nos que, muitas vezes, os outros podemos ser nós.

in Diário de Leiria, 16 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ADLEI apresenta conjunto de lembranças ao Presidente da Câmara Municipal de Leiria

A Direção da ADLEI apresentou a Raúl Castro, Presidente da Câmara Municipal de Leiria, um conjunto de lembranças que são o enunciado das necessidades prioritárias da população. O encontro teve lugar a 6 de janeiro e corresponde à última iniciativa pública desta Direção, em final de mandato.

Social
1.Criar um sistema de tele-assistência para as pessoas idosas;

Segurança
2. Manter a exigência do reforço de segurança de proximidade por agentes policiais nas zonas críticas da cidade;

Juventude
3. Promover a participação dos jovens com a constituição de um Conselho Municipal da Juventude;

Centro Histórico
4.Concluir e aprovar o Plano de Pormenor do Centro Histórico e desenvolver um programa de Reabilitação do Centro Histórico com iniciativas calendarizadas para os próximos anos;
-
5.Criar as condições para a instalação da Loja do Cidadão no centro da cidade;
-
6.Monitorizar o estacionamento no centro da cidade – manutenção regular dos parquímetros e diminuir o preço do estacionamento;


Acessibilidades

7.Reestruturar a rede de transportes públicos locais de forma a tornar Leiria um concelho mais acessível e com maior mobilidade e amigo do Ambiente;
-
8.Assumir uma maior intervenção e liderança da manutenção da linha do Oeste de passageiros, da sua modernização e melhorar a ligação à cidade através dos transportes rodoviários;


Turismo

9.Avaliar o impacto da construção de um sistema de acesso mecânico ao Castelo de Leiria;
Ambiente

10.Controlar os sistemas de recolha e tratamento adequado de todos os efluentes agro-industriais e dar imediata prioridade à despoluição suinícola;

Educação

11.Melhorar a qualidade das atividades de enriquecimento curricular no 1ºciclo;


Cultura e Desporto

12. Melhorar a utilização das infra-estruturas culturais e desportivas e potenciar o seu aproveitamento pelas freguesias.

Tempos de crise, tempos de acção


JOSÉ AUGUSTO ESTEVES
Membro da Direcção da ADLEI 

Com as medidas já anunciadas e o vasto programa de dolorosa austeridade imposto ao país, 2012 será um ano de acrescidas dificuldades para uma grande parte dos portugueses, de agravamento da crise económica e de injustificados dramas sociais. Mas seja qual for a leitura e a perspectiva que cada um tenha acerca do que será o ano que agora dá os primeiros passos, ele não pode ser um tempo de aceitação resignada de opções que não são únicas, nem neutras e muito menos inevitáveis, quer no plano nacional, quer no plano local.
Para aqueles que assumem um compromisso de intervenção cidadã, este é um tempo ainda mais exigente de acção. Desde logo, mantendo uma viva vigilância crítica em relação aos que à sombra da crise e por sua causa passaram a adiar e até a condenar em definitivo antigas e justas aspirações das populações, de que é exemplo o que está a acontecer com a Linha do Oeste. Mas, acima de tudo, contribuindo para manter viva a exigência e a procura de solução de muitos problemas que a comunidade em que nos inserimos enfrenta. Uns serão problemas que assumem uma nova amplitude com a crise, agravadas pelas opções de política económica e social que estão a ser tomadas, como é caso do desemprego e da pobreza que não podem ser calados e aceites de forma conformada, incluindo pelos poderes locais. Outros serão problemas que há muito se arrastam e são imprescindíveis ao desenvolvimento local e regional.
A crise não pode ser pretexto para adiar por mais tempo uma solução para a despoluição da Bacia do Lis, nomeadamente o grave problema da recolha e tratamento dos efluentes agro-industriais e prioritariamente a concretização do sistema de despoluição suinícola que agora conhece um novo e inexplicável contratempo com o auto afastamento da Simlis/Águas de Portugal desse projecto. Assim como as dificuldades financeiras não podem explicar os atrasos na conclusão e aprovação do Plano de Pormenor do Centro Histórico de Leiria ou da revisão do plano Director Municipal, dando resposta a sentidas aspirações das populações que sentem o desenvolvimento das suas terras cerceado.
São insistentes os convites ao conformismo e à resignação, mas esses não são os nossos desejos para o ano novo que aí está.

in Diário de Leiria, 2 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Prémio Villa Portela

ACÁCIO DE SOUSA
Presidente do Júri de Selecção do Prémio "Villa Portela"
Associado da ADLEI

O estudo da História e do Património da Região tem verificado um notável incremento com a progressiva sensibilidade para a preservação das memórias e a sua valorização, não sendo alheio o crescimento do ensino superior e os reflexos em todos os níveis de ensino.

Contudo, autodidactas e outros estudiosos vindos de outros campos de formação, são também elementos preciosos ao levantarem pistas para novas interpretações que muitas vezes nos levam além dos habituais parâmetros académicos.

A atribuição de bolsas ou de prémios a trabalhos que tragam qualidade e inovação, são assim um extraordinário estímulo para o reconhecimento do mérito e dos novos contributos que nos façam entender melhor esta Região onde vivemos.

Neste sentido, o Prémio “Vila Portela” é exemplar por várias razões:

- é patrocinado por um cidadão, o Engº Ricardo Charters d’Azevedo, sem estar vinculado ao erário público;

- estimula o aparecimento de novos autores, independentemente da idade;

- é um bom prémio pecuniário;

- o patrono, vindo das áreas da Engenharia e da Administração Pública, é um exemplo de entusiasmo com a investigação historiográfica,;

- agregou o interesse de vários parceiros: a ADLEI na organização; a Gradiva na edição do trabalho vencedor; a Câmara Municipal e o Instituto Politécnico em apoios genéricos e também na representação no júri de selecção.

Aberto o concurso e avaliados os trabalhos concorrentes nesta 1ª edição, o júri declarou por unanimidade que: ...se congratula com a qualidade acima da mediania de todos os trabalhos apresentados, o que se tornou num estimulante desafio face à exigência necessária para a atribuição do 1º prémio. Contudo, o trabalho assinado com o pseudónimo “Urbanae”, intitulado “Leiria: a evolução do espaço urbano da cidade moderna (1926-1974)” destacou-se...e é a obra premiada. Incidindo sobre a história urbana e arquitectónica de Leiria ao longo do século XX...revela uma abordagem muito sólida...e reveste um evidente carácter inovador....

O Joel da Costa Correia foi o vencedor. Não só está ele de parabéns, como estão os organizadores e a própria Região de Leiria.

in Diário de Leiria, 19 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cidadania, solidariedade e alegria


 FILIPA ALVES
Membro da Direcção da ADLEI

Assisti no dia 22 de novembro, a um espetáculo organizado pelo Colégio Nossa Senhora de Fátima para angariar fundos a favor do Centro de Acolhimento de Leiria. Adorei. Foi um espetáculo alegre, bem apresentado, envolveu muitos alunos e professores e foi divertido.

Estou convencida que o resultado obtido só foi possível pelo envolvimento e trabalho realizado há muito por toda a equipa que constitui esta Escola, que prossegue a sua missão de Educar pelos valores, mantendo um elevado nível de qualidade, tantas vezes comprovado e tão poucas enaltecido. E assim vai formando gerações, formando cidadãos mais participativos e conscientes.

Claro que como mãe os meus olhos são parciais, mas de facto foi importante ver o empenho dos alunos para que o espetáculo fosse um sucesso, para se angariar o maior valor possível. No dia seguinte foi muito importante saberem que tinham recolhido um valor significativo. Trata-se de um envolvimento para uma consciência coletiva de ajudar quem precisa. Sem paternalismo nem pena. Com ação, envolvimento e alegria!
Neste mundo complexo, neste momento difícil as respostas não nos podem carregar ainda mais. O fardo já é pesado. Vamos levá-lo a bom porto com alegria, consciência e ação.

A cidadania neste mundo actual, assumida desta forma permite contribuir para a formação de indivíduos que se assumam como protagonistas para encontrar respostas para os diferentes desafios e contrariedades da vida reforçando o sentimento de pertença à comunidade e permitindo que contribuam ativamente para o processo de desenvolvimento sustentável. Assumindo esse desenvolvimento,  conforme referido pela Unesco, nos três pilares essenciais que lhe dão forma: sociedade, ambiente e economia.

in Diário de Leiria, 5 de Dezembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O TURISMO E A REGIÃO - ao encontro de novas respostas

ANABELA GRAÇA
Presidente da ADLEI 
 
No âmbito do projeto LEIRIA REGIÃO DE EXCELÊNCIA, a NERLEI, a Associação para o Desenvolvimento de Leiria, a Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral e o Instituto Politécnico de Leiria, estão a promover o ciclo de tertúlias "Diálogos com a Região". O objetivo destas tertúlias é refletir sobre a região, em que as ideias apresentadas pelos presentes, com as suas interrogações e as suas convicções, possam contribuir para o surgimento de medidas concretas, promovendo um novo olhar e uma nova forma de sentir este nosso território. No dia 27 de setembro debateu-se o tema do turismo, refletindo sobre o futuro do turismo regional, face à situação de crise financeira da Entidade Regional de Turismo (ERT) Leiria/Fátima e às crescentes dificuldades que têm vindo a enfrentar para cumprir as suas funções de defesa e promoção do turismo da nossa região. 

A marca Leiria/Fátima é uma realidade afirmada ao longo dos anos, uma vez que o território tem um enorme potencial ao nível do património histórico/cultural, natural e do turismo religioso, âncoras suficientes para o sucesso do turismo regional. 

Foram identificados, como fragilidades da ETR Leiria/Fátima, os problemas do desconhecimento e integração com a estratégia nacional de turismo, as dificuldades em articular o local com o regional e o nacional, a necessidade de mais autonomia financeira, a necessidade de se encontrarem motivos que justifiquem a permanência por mais tempo dos turistas na região, bem como o pecado do “individualismo excessivo” dos vários agentes e a postura do “salve-se quem puder”.

Concluiu-se que é urgente: vontade política para se conseguir repensar o modelo institucional das regiões de turismo, no domínio das competências e do financiamento; traçar uma estratégia regional com a valorização do “produto cultural”; congregar esforços para melhorar a promoção da região; articular as vertentes empresarial e académica; melhorar a comunicação entre os diferentes atores.
É fundamental dar escala à região, ter massa crítica, integrar novos destinos turísticos e criar uma identidade, reforçando a sua visibilidade e  atratividade, projetando a sua imagem. 

Enquanto os agentes regionais não conceberem e planearem uma estratégia eficaz e virada para o futuro, num ambiente de consenso que integre todos os interesses locais, não sairemos deste impasse.

in Diário de Leiria, 7 de Novembro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Turismo na região: miragem ou realidade

JOÃO MORGADO
Associado da ADLEI

O título desta crónica foi também o tema de um debate que organizei há 3 anos, num tempo em que o cronista ocasional que hoje vos escreve (se o barrete cabe aos políticos também caberá aos cronistas) era ainda um imberbe. Na altura estava na calha a reforma das regiões de turismo, pelo que em conjunto com dois colegas organizei um debate com o Presidente da Região de Turismo Leiria/Fátima, na altura Miguel Sousinha, o Presidente da Câmara Municipal da Nazaré ainda em funções e o criador de marcas Carlos Coelho, como culminar de um trabalho escolar sobre turismo na região de Leiria.

Desse debate depreendi algumas ideias bastante claras: se por um lado sempre entendi que a região tem um enorme potencial por explorar no sector por outro, a manutenção da região de turismo de Leiria/Fátima pareceu-me desde o inicio um incontornável equívoco, o que os recentes desenvolvimentos quanto à sua inoperacionalidade vêm confirmar.  

Admitindo que esta conclusão poderá parecer algo severa para o leitor mais bairrista, passo explicar os factores que me conduziram a ela. Em primeiro lugar destacaria o facto de a região ter ficado amputada de dois dos seus concelhos mais importantes aquando da reestruturação, entenda-se Nazaré e Alcobaça ou, trocando por miúdos, uma das praias mais emblemáticas do país e um dos seus monumentos mais importantes. Outro dos pontos que me parece evidente é que uma região de turismo desta dimensão nunca terá capacidade de se projectar internacionalmente – quando não há dinheiro para salários não haverá para mais nada. De resto, este último argumento aplica-se a qualquer região do país à excepção de Lisboa, Porto e Algarve, para às quais a história e a geografia se encarregaram de fazer esse trabalho.

Sem mais demoras, a única forma de “exportar” a nossa região - ou qualquer outra - será necessariamente através da criação de um “produto” turístico que integre tudo o que ela tem de bom, (os mosteiros, as praias, os castelos, a gastronomia…), e que possa ser vendido nos sítios onde chegam os turistas, voltando a trocar por miúdos – Lisboa!

in Diário de Leiria, 24 de Outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Leiria: é preciso...!


PEDRO CORDEIRO
Membro da Direcção da ADLEI 

Os Portugueses como outros conhecem bem os problemas do endividamento e o quanto honrado será pagar as contas, todos respeitamos os sacrifícios dos outros como esperamos que reconheçam os nossos, todos queremos mudar de assunto, pois relativamente a isto parece não haver nada mais a fazer. 

As contas da Câmara Municipal Leiria têm evidentemente condicionado a sua operacionalidade e concentrado o seu discurso nesse monstro da gestão dos problemas, parece também não haver mais nada a dizer.


A Câmara Municipal de Leiria é uma estrutura com dimensão para desenvolver projectos próprios, estratégicos, e tem o privilégio de estar informada como ninguém sobre o seu município, como tal, tem potencial para propor mas o que sentimos é um certo torpor. Como os portugueses a Câmara Municipal de Leiria está deprimida!


Como todos, a Câmara Municipal de Leiria tem de facto problemas mas também responsabilidades administrativas diferentes das empresas e das famílias. Enquanto administração local tem ainda competências, que geram legitimas expectativas nos munícipes, que estão muito para além da sua honrada contabilidade.


Todos gostávamos de conhecer a sua estratégia ou mesmo e apenas, uma romântica ideia para o futuro desta cidade, seria como sonhar com os melhores dias que “virão”…


Para isso, será necessário desenvolver o trabalho, provavelmente já feito, do levantamento da condição actual do município, reconhecer a essência dos problemas e o potencial existente, ponderar e propor um caminho que todos possamos compreender e se possível todos possamos acelerar.


“É preciso…” entender a cidade para saber entender o seu papel. “Não é preciso…” acreditar na especialização, podem ser várias as especialidades e uma cidade é sempre complexidade,
                                                                       mas que o seu conjunto seja Leiria e uma ideia.

in Diário de Leiria, 10 de Novembro de 2011

Fórum «Melhorar a Escola»

SANDRA CAMPOS
Membro da Direcção da ADLEI 

A Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) e a Câmara Municipal de Leiria organizaram o fórum “Melhorar a Escola” no passado dia treze de Setembro no auditório da ESTG. Especialistas da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais debruçaram-se sobre três eixos principais: a liderança, o processo de melhoria e avaliação externa e comunicação e identidade das escolas.

O professor doutor José Manuel Silva sublinhou a ideia que a liderança comanda o desempenho em todo o tipo de organizações. Deste modo, a escola, como organização, necessita de uma liderança forte, que associe a competência técnica à concepção de um quadro de valores sólido e a uma visão e missão. Melhorar a escola exige a emergência de uma liderança que influencie os vários actores educativos a alcançarem os fins desejáveis da organização iniciando processos de melhoria.

No âmbito do modelo da avaliação externa das escolas públicas, o professor doutor José Brites Ferreira enquadrou a escola como uma organização historicamente sempre em crise cujas reformas consecutivas impedem a existência de momentos de reflexão sobre questões fulcrais para o processo de melhoria. De facto, a escola apenas pode agir nos aspectos que lhe são exclusivos dado que muitos outros existem dependentes de uma agenda social e política à qual é alheia. A escola surge assim como uma organização dependente mas que se quer autónoma embora essa mesma autonomia lhe seja recusada nos mais básicos procedimentos pedagógicos e organizacionais. Para melhorar é necessário assumir-se como uma organização aprendente que utiliza os meios disponíveis, como a avaliação externa, para iniciar processos de mudança: a definição da visão, missão, contexto, colaboradores e clima interno.

Mas o que é então uma escola de qualidade? Os livros dizem-nos que é aquela que acrescenta valor aos seus alunos, a todos sem exceção. Como se constrói essa escola de qualidade? De acordo com a investigadora professora doutora Susana Faria, a qualidade exige a construção de uma identidade colectiva que se consegue, por sua vez, através de estratégias de comunicação ativas e investindo na eficiência organizacional. Uma escola deve afirmar-se no mercado, assumir a diferença, divulgando as suas práticas, adoptando uma imagem de marca única.

Nunca antes esta questão foi tão debatida em Portugal e, apesar de todas as opiniões catastróficas, a escola pública está no caminho da qualidade. Mas é necessário compromisso na colaboração responsável de todos os que, todos os dias, cruzam os portões de uma escola.

in Diário de Leiria, 3 de Outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Fórum «Melhorar a Escola» - Síntese das Conclusões

 O PAPEL DAS LIDERANÇAS NA MOTIVAÇÃO DOS PROFESSORES
 Professor Doutor José Manuel Silva - Instituto Politécnico de Leiria
-Gestão da escola é igual à gestão de uma organização, a escola deve assumir-se como organização;
-A liderança comanda o desempenho em todo o tipo de organização;
-Líder é aquele que é reconhecido como tal, influenciando os outros a alcançarem os fins desejáveis e inspirando acções, motivações, objectivos e processos de mudança;
-As escolas precisam de lideranças fortes e concretas que exige competência técnica específica. O modelo actual responsabiliza a figura do director;
-Gerir é estabelecer e alcançar metas da organização e liderar é fazer andar a organização;
-As escolas precisam de uma missão, visão e um quadro de valores sólido que reja a organização;
- A comunicação directa e em tempo útil é muito importante entre os vários actores da cena educativa;
-A motivação é a força que vem de dentro, cada um pode fazer a diferença dentro dos objectivos colectivos;
-A importância da motivação dos professores através de uma boa liderança;
-A liderança constrói-se e a auto-liderança é o que fazemos para que algo funcione;
-Há um grande caminho a percorrer que requer humildade e abertura.

MELHORAR A ESCOLA
 Professor Doutor José Brites Ferreira - Instituto Politécnico de Leiria
 Reflexão / investigação:
-Melhorar a escola é uma missão impossível dado o número de variáveis envolvidas;
-Existe uma “agenda” externa à escola que interfere nos mecanismos de mudança e melhoria;
-A desvalorização dos diplomas escolares é um sintoma da crise da escola;
-Melhorar a escola – exige mudança – que não garante melhoria efectiva;
-Nos momentos de reforma não há momentos para reflectir sobre as questões fundamentais e este facto causa atrito na evolução da educação;
-A escola deve procurar melhorar os aspectos que dependem exclusivamente dela e que sejam facilmente operacionalizados;
-A melhoria requer sempre: visão, missão, contexto, colaboradores e clima interno.
Avaliação externa das escolas/agrupamentos:
-Os resultados da avaliação externa são muitas vezes diferentes da imagem pública que a escola goza na sua comunidade;
- Ao nível do serviço educativo falta apostar na articulação e sequencialidade;
-Os resultados Bom/Muito Bom no domínio da liderança contrasta com a agenda política e com os argumentos usados para a mudança do modelo de gestão das escolas.

COMUNICAÇÃO E IDENTIDADE COLECTIVA
Professora Doutora Susana Faria – Instituto Politécnico de Leiria
-Necessidade de redefinição da identidade organizacional;
-É importante a comunicação no novo contexto da escola aberta à comunidade;
-Comunicar para ser reconhecido, comunicar para divulgar as actividades da escola e também comunicar para partilhar valores e interesses comuns;
-A qualidade assenta num grande investimento em estratégias de comunicação, na eficiência administrativa;
-A qualidade prevê um ideal burocrático, um ideal empresarial e um ideal profissional;
-A comunicação torna-se uma meta - ideia;
-Uma boa escola quer-se: humanista - desenvolvendo processos de comunicação democráticos e participantes; tecnológica – apoiada pelas tecnologias de informação e comunicação; dinâmica – respondendo a uma diversidade de públicos; diferente - quando constrói uma identidade própria assumida por todos.

A ESCOLA A TEMPO INTEIRO: ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR – coordenação e gestão;
 Dr. Jorge Bajouco – Director do Agrupamento de Escolas da Maceira
A emergência da (re)organização escolar impõe um maior/melhor enquadramento das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), não perdendo a valorização que representam.
Os constrangimentos resultantes da planificação das AEC, com dificuldades na organização dos horários e dos espaços, a insuficiência de recursos e toda a fragilidade estrutural poderão ser superados com o maior envolvimento/responsabilidade de órgãos e estruturas escolares/educativas e com mais intervenção e compromisso por parte da comunidade educativa.
A evolução conseguida resulta de mais-valias que as comunidades escolares encontraram nas suas realidades, fazendo valer competências, capacidades e o sentido profissional dos intervenientes, associado à disponibilidade/envolvimento dos responsáveis.
Mantendo este sentido evolutivo, continuam a questionar-se os formatos organizacionais que compatibilizem uma realidade educativa/escolar, devidamente sustentada em acções que valorizem as aprendizagens, sem descurar as fases de desenvolvimento fundamentais na formação integral das crianças e dos jovens.
Em tempos de racionalização de meios e recursos, urge priorizar e valorizar as dimensões necessárias, aproveitando contextos organizacionais já estruturados e com experiência adquirida, onde a realidade escolar possa manter e integrar as iniciativas de enriquecimento curricular.
Recentrar as AEC na Escola, mobilizando os instrumentos de autonomia, aproveitar as sinergias comunitárias, com mais e melhor articulação entre responsáveis e participantes no processo, poderá ser a condição para melhorar o trajecto que conduza a uma escola para todos com qualidade.
Atribuir à Escola/Agrupamento a responsabilidade de gerir os recursos humanos, técnicos e físicos (considerando os meios necessários e indispensáveis) poderá evitar os tradicionais constrangimentos e superar as dificuldades organizacionais, permitindo assim conciliar/articular os recursos necessários.

Organização: Associação para o Desenvolvimento de Leiria e Câmara Municipal de Leiria
Apoios: Centros de Formação de Professores: LEIRIMAR (Marinha Grande); Centro de Formação da Rede de Cooperação Aprendizagem (Batalha); Escola Superior de Tecnologia e Gestão; Instituto Politécnico de Leiria; Livraria Arquivo; Jornal de Leiria.